quarta-feira, 17 de julho de 2013
Sir. Shakespeare, Me Tire Dessa!
Pela milionésima tentativa, tento escrever um poema para minha amada. É dificil terminá-la, é difícil fazê-la.
Com umas, faço bolinhas de papel, com outras, simplesmente as rasgo e as jogo no meio do lixo.
Com outras, faço um aviãozinho daqueles que aprendemos no colégio, até elas cruzarem minha sala
e cair encima das minhas cuecas freadas.
Como será que os poetas fazem?
Queria que Shakespeare estivesse aqui para me dar uma mão
ou
Que Fernando Pessoa rabiscasse uma de suas piores linhas ou me desse uns macetes,
Isso já seria o bastante.
"Amor", "luz do meu viver", "desejos", "meu universo", "paixão" ?
Qual palavra usar? Como colocar tudo isso no papel?
Não consigo expressar em palavras o que sinto por aquela potranca,
E aí vai, mais uma folha para o cesto.
Faço um desenho na primeira folha, mas nunca fui desenhista,
Jogo mais uma fora.
Tento mais uma vez,
Palavras sutis e curtas. "Nada"!
Palavras complexas e longas. "Ahh Diabos"!
A caneta começa a falhar, a mão começa a doer,
E nada do poema para a potranca aparecer no papel.
Ahh, qualé Sir. Shakespeare,
Me tire dessa....
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