Quase sempre acontecem coisas bizarras em minha vida, na vida da Thiffany, na vida da chupadora de pinto de macaco e de qualquer bípede que tenha ou ainda ande nesse grão de terra suspenso no meio do nada.
Merdas acontecem, claro!
O que seria do mundo se não tivessem pintado a história com um pouco de merda?
Somente alguns admiram tal obra de arte.
Mas nada, chega perto da história que ouvi da querida Marie. Uma garota sensível, com belos melões, simpática e sem limites. Ela é minha vizinha no prédio. Seu fígado devia já estar na merda.
Eu que ensinei a beber.
Me deve muito essa pequena potranca.
Aconteceu dias atrás quando tive que encontrar meu editor no bar. Bebemos alguns copos e ríamos a toa. Assinei o contrato.
Com isso, já começava a entregar na próxima semana mais contos para as revistas de merda que nunca leio.
Meu editor bebe socialmente, então só conseguiu beber dois copos e logo se foi.
Levantei e fui até o balcão. Pedi meu Jack Daniels com duas pedrinhas de gelo e na jukebox coloquei uma boa música enquanto ia para o fundo do boteco comemorar mais uns meses de trabalho duro.
Se você caro leitor, quiser saber qual é a música que escolhi, abra em seu youtube enquanto se deleita no restante da história. ;-) "P.s. Deixe o som no repeat".
http://www.youtube.com/watch?v=k4VFFBCa5Aw
...estava eu no fundo do bar, quando tive o primeiro contato com Marie. Ela chegara toda torta, cambaleando pela porta da frente de um lado a outro.
Logo me avistou e veio até mim. Sentou ao meu lado.
-Olá, Marie, como está? -Perguntei.
Pedi uma vodka para ela.
-Ow, Jonas, obrigado pela vodka. -Estou bem, cara. Ela respondeu.
-Mesmo? Hummm...Não parece. Vai, desembucha.- disse.
Uma garotinha com belos melões de vinte e três anos não pode com um velho berebento de quase oitenta, né?
-Tá, tudo bem, Jonas, eu conto. -Ela arrotou e começou a contar a tal história.
-Final de semana fui ver meu namorado e já estamos a um bom tempo juntos e pensei em dar meu anelzinho pra ele, sabe?
-Hum. - dizia tomando mais um gole.
-Minhas amigas me deram a maior força e me disseram que isso não é o fim do mundo.
Decidi fazer isso, porque percebo que ele está descontente comigo, sabe? Ele parece não estar mais com vontade...não sei. Acho que sou eu, a culpada. Eu o amo e quero fazê-lo feliz. Então decidi dar meu anelzinho pra ele ficar feliz de novo.
-Hum. - dizia tomando mais um gole.
-Esse final de semana, nos vemos na casa dele. Estávamos só nós dois.
Começamos as preliminares na sala e logo já estava eu toda molhada e corremos para o quarto.
-Hum. -Loyd, mais um Jack Daniels, por favor. - Continue Marie.
-Mais uma vodka, Loyd. Obrigado.
-Bem, chegou uma hora, que ele bombava e bombava sem parar mas não gozava de jeito nenhum.
Percebi que aquela insatisfação havia chego. Ele continuava a bombar e a bombar, e nada.
Ele sabia que eu não gostava lá atrás, já havia dito algumas vezes, que eu tinha medo, e ele sempre me respeitou. Mas acho que tinha chego a hora de dar um presente para meu amor...e decidi dar lá atrás.
-Hum. - dizia tomando mais um gole.
-Enquanto ele tava até suando de tanto bombar, disse ao ouvido:
-Quer atrás, amor?
Ele olhou surpreso e disse:
-Sério, Marie?
-Sim meu bem, tudo pra animar você. - disse sorrindo.
-Meu deus Marie, eu quero. Quero sim.
-Então vamos meu bem. - Sorri novamente.
Ele levantou e foi até a sala. Pensei que ele iria pegar algum estimulante ou algo do tipo.
Mas ele começou a demorar e a demorar.
-Querido, tudo bem? -Perguntei receosa.
-Sim, sim. Estou procurando uma coisa pra nos ajudar... - Ele disse. -Aqui! Achei!
Eu estava animada, percebia a alegria na voz dele. Mas ele me apareceu com um estojo nas mãos.
"O que ele quer fazer comigo?" - Eu pensava.
-Hum. - dizia tomando mais um gole.
Mas não havia problema, eu o amava e faria qualquer coisa.
-E aê amor? Vamos fazer? -Perguntei passando minhas mãos em meu corpo.
-Sim, só um minuto. Só um minuto.-Ela respondia olhando fixamente para dentro do estojo cheios de lápis de cor.
-Sim amor. -Respondi.
Puxou um lápis amarelo do estojo e disse.
-Aqui, achei. - disse ao voltar para a cama.
-Tá...mas o que você quer fazer comigo com esse lápis, meu amor? - perguntei.
-Eu não...Você que vai fazer. - ele respondia com um sorriso estampado no rosto.
-O quê?- Perguntei.
Ele do nada, ficou de quatro na minha frente e disse.
-Toma, vai... pega esse lápis e enfia bem fundo.
Eu não podia acreditar, meu namorado estava com o cu apontado pra minha cara??
Balançava o lápis amarelo pra mim.
-Vamos.Vamos, benzinho. Vamos. - dizia com aquela vontade imensa.
Não sei o quê, como, ou porquê, mas peguei o lápis da mão dele, e então, introduzi d-e-v-a-g-a-r, o lápis em seu ânus. Ele abraçava com fervor meu travesseiro da Minnie.
-Ahh, Marie...ow meu deus....enfia isso vai......Enfia tudo. Ahhh!! - Ele gemia como uma putana.
-Tá...tá bom...tô enfiando. - dizia sem conseguir entender o do porque estar ali fazendo aquilo.
-Ahhh...Marie...isso!!! Enfia esse lápis 8B em mim, vai....
(Dois minutos depois)
-Ai Marie, rápido. Pega aquele giz de cera ali...ui...ali, ali....o maior....no estojo do meu sobrinho, vai...huuu...esse aí, isso!
(Dia seguinte)
Todas minhas amigas estavam em volta de mim perguntando como tinha sido a noite anterior:
-E aê Marie, como foi?
-Você gozou?
-Você gostou lá atrás?
-Nos conte!!
-Eu olhava fixamente para elas e só podia responder uma coisa:
-Ele até pediu água! Usei a metade da caixa do giz de cera do sobrinho dele. -Respondi não tanto entusiasmada.
Todas elas estavam enlouquecidas.
-Nossssssa amiga!!! Tudo isso?!?
-Amiga, com você, nenhuma de nós podemos heim?
-Que sede ao pote, Marie!?
-Pra quem não queria liberar atrás, você se superou heim?
Dei um sorrisinho de canto e fomos para a aula.
Depois de Marie contar esta bela história e dormir na mesa do bar, subi para casa e escrevi este poema...