segunda-feira, 26 de março de 2012

Anelzinho












-Thiffany venha aqui amorzinho, vamos conversar.
-O que houve, Jô?
-Baby, é assim: Eu te amo, você é a mulher da minha vida, mas quero falar com você sobre um assunto.
-Como assim, Jonas?
-Seu anelzinho, baby. Quero falar do seu anelzinho.
-Porque,  Jô?
Baby, na verdade, quero seu anelzinho. Quero ele para mim.
-Não Jô, não vou dar.
-Ah, amor. Sei que é seu mas gostaria de tê-lo mesmo assim.
-Ain...não Jô, eu tenho medo, você sabe.-Baby, vou acariciá-lo devagarzinho, você não confia em mim?
-Sim, confio mas...
-Então baby, deixa disso, vai.

(silêncio)...

Sempre guardei meu anelzinho para qualquer um que viesse até mim e me pedisse. Nunca deixei ninguém tocá-lo.
-Ah baby, por favor. Estamos juntos há tanto tempo. Você não confia em mim?
-Claro que confio, Jô, mas meu anelzinho é propriedade minha, faz parte de mim...me entenda vai.
-Querida, venha aqui. - Disse ao abraçar Thiffany de um modo diferente.

(depois de trinta minutos de conversa)

-Benzinho, prometo que cuidarei dele, pode ficar tranquila, relaxada, vou cuidar bem do seu anelzinho. Se não gostar pode me dizer estarei ao seu lado.
 -Tá bom Jôôô, tá bom! Você venceu. Olha, é a primeira vez que irei dar meu anelzinho para alguém.
-Ah amor, irei cuidar bem dele, sim.
-Tá. Vamos para o quarto.
Fomos até o quarto, nossa cama maravilhosa e confortável ajudava o clima de paixão.
Eu estava muito ansioso, pela primeira vez Thiffany iria deixar eu cuidar de seu anelzinho.
Thiffany estava linda, veio com uma bolsinha nas mãos.
Sentou ao meu lado na cama, abriu o ziper e tirou um anel de diamante usada nas bodas de sua avó.....
-Toma...mas cuidado, heim...- ela dizia....
-Ok, baby. - eu disse.
Eu sempre quis segurar o anel de diamante da velha vovó. -Pensei.

terça-feira, 20 de março de 2012

Maldito Tédio












As vezes, não tenho o que escrever, me sinto desmotivado e pra baixo.
As vezes, não consigo criar um maldito parágrafo.
As vezes, estou cansado da vida, cheio de insatisfações físicas, problemas familiares.
A falta de dinheiro faz minha pressão subir,
A falta de álcool  me faz ficar sóbrio e isso é uma puta sacanagem.
O consumo de álcool me faz ficar inchado.
Então, o quê fazer?
Irei fazer o que papai me ensinou há muito tempo atrás,
Irei viver um dia de cada vez...

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Abstinência de Jonas









Eu já não bebia há dois dias, pois Thiffany criou certas regras em casa que me deixaram praticamente puto, idéia da velha dos diabos.
Não podia mais beber, não podia mais deixar minhas cuecas molhadas no vitrô do banheiro, sabonetes em pedra? Nunca mais. Agora, só sabonte liquido. Claro, eu não vou me depilar, nem fodendo.
Thiffany estava na casa da mãe e voltaria só depois de amanhã.
Eu já tinha escrito alguns contos para uma editora que não me lembro o nome. Resolvi ir ao bar do Loyd e começar a me embebedar cedo. Precisava de estímulo. Passava das oito da noite.
Ao chegar lá, pedi um drink, sentei e comecei a beber. Bebi por duas horas sem parar. Não havia jantado e pouco dormido.
Do balcão, pedi um hamburguer, uma garçonete gostosa nova na casa, trouxe para mim. Comi com vontade e rápido. Pedi outro para Loyd.
O hambúrguer com catchup era delicioso.
Terminei o segundo e fui ao banheiro. Cambaleei um pouco, subi as escadas, quase entrei na porta errada, mas segui o fluxo dos homens. Urinei, balançei, guardei, só que não lavei as mãos. Foda-se, estou muito à frente disso. Ao descer as escadas para voltar ao balcão, me desequilibrei, cai de joelhos e beijei o chão.
-AH, FILHA DE UMA PUTA! QUEBREI A PORRA DO MEU NARIZ, ESTOU COM HEMORRAGIA, AH, CARALHO! - Gritei estendido no meio do bar.
Alguns amigos mais bêbados que eu, tentaram me ajudar. Isso mostra como os bêbados são unidos e amam todos e qualquer um sem julgar.
Olhei para minha camisa e vi sangue. Comecei a gritar:
-AH, CARALHO! QUEBREI MEUS DENTES PORRA! FUDI COM MINHA CARA NESSE CHÃO DURO DO CARALHO, AH!! - Gritava pra valer de cuspir no ar.
Loyd me sentou na cadeira e começou a observar minha cara. Eu já estava bêbado pra cassete. Tudo rodava. Eu estava zonzo.
Ai veio a surpresa.
- Qualé Jonas, isso não é sangue cara. Não passa de catchup misturada com vodka. Porra, você tá todo melado de molho de tomate.
-Ah, é? - Eu disse.
Final das contas, sentei ao fundo do bar, sozinho, pedi mais um drink e comecei a balançar os dentes pra frente e pra trás, para saber se estavam frouxos...

Velho Green explica sobre gordura localizada














Jonas explica à Thiffany, o que é ser gordinha e o que realmente importa na vida!
Ele se assemelha, a um filósofo do submundo, um guru da futilidade social.
-Jô, eu tô gorda? -Thiffany dizia com voz melosa.
-Claro que não, meu bem. - Eu respondia com total sinceridade.
-Tem certeza?
-Sim, querida. Acredite.
-Você não pode pelo menos parar de olhar pra TV ao me responder?
-Pra quê, querida? Você é meu docinho e sempre será.
Thiffany veio até mim, sentou-se ao meu lado e disse.
-Jonas, é sério, tô me sentindo uma gorda. Um colchão de ar. Minhas roupas não me cabem mais.
Ai, respirei fundo e pensei:
-Se ela soubesse, que nem vejo mais meu pinto devido à minha barriga. COMO, retratar isso em palavras para ela?
-Jô, responda para mim. -Thiffany dizia com cara de pidona afetiva.
-Querida, baby. Você está imensuravelmente gostosa. É ótimo quando um homem, um homem de verdade, tem "onde pegar". Ele sabe como satisfazer uma mulher. Não se apegue a ideias atrasadas sobre peso ideal.
Essa visão, esse estereótipo de ser magra, é criação de sensacionalistas enrustidos e travados sexualmente. Não se importe com eles, baby.
-Sim você está certo. - Ela concordava dando-me carinhos.
-Baby, minha vó já dizia: Depois que limpou com urtiga, todo e qualquer cú irá queimar. Todos somos iguais, só que você, é meu benzinho, e te amo do jeito que você É. -Eu passava a mão em suas pernas.
-Óh baby, que lindo ouvir essa declaração. -Thifanny disse ao me beijar carinhosamente na buchecha.
Ela disse, eu te amo, me deu um beijo de língua e me abraçou por um longo tempo...
..Eu continuava assistir ao jogo....

terça-feira, 13 de março de 2012

Uma Noite para Refletir














Andava pela rua deserta e escura.
Com as mãos nos bolsos, chutava papéis e tampinhas de garrafas que apareciam em meu caminho.
A luz do neon que ilumina a rua molhada pela chuva.
Faz com que houvessem manchas coloridas no asfalto.
Parei em frente a uma casa de relaxamento e amizade entre estranhos.
Olhei de um lado a outro.
Respirei fundo e entrei pelo corredor.
Eu realmente, preciso de uma noite para refletir...

Para Maurílio

domingo, 11 de março de 2012

Boca Juniors











Depois de ter escrito três dúzias de contos na noite, eu estava exausto em minha escrivaninha. Dei o último gole. Havia bebido umas duas garrafas de vinho barato para ter idéias.
Já passava das três da madrugada, só havia eu na sala, tudo estava quieto e escuro, logo depois de um arroto, olhei para o lado, o sofá estava ali. Resolvi dormir ali mesmo. Larguei os rabiscos e esboços de contos e caminhei como um neandertal cansado até ele.
Me balançaram umas três vezes, quando abri os olhos, Thiffany em pé na minha frente olhava para mim.
-Jonas, acorde! Vá na padaria comprar uns pãezinhos.
-Ok baby, já vou. -Disse ao virar para outro lado do sofá.
-Levanta seu dorminhoco! -Ela me balançou outra vez.
A safada segurava um vaporizador, burrifou várias vezes água na minha cara...o velho truque...
-Ok...ok...! - Eu disse ao sentar no sofá e pegar meu short na mesinha.
-Enquanto isso, irei preparar as rosquinhas! - Thiffany disse da cozinha.
-Baby, você viu minha camisa? -Perguntei procurando entre os móveis.
Thiffany enxugava as mãos num pano.
-Espere um minuto.
Foi até seu guarda-roupa, ao voltar me jogou uma camisa azul. - Vá com essa, baby. - É do meu primo que nos visitou ontem.
Eu a vesti e fui até a padaria.
Ao chegar no balcão, o padeiro me desejou bom dia. Eu só acenei com a cabeça, pois estava com a cabeça explodindo e com os olhos ainda semi-cerrados. Havia dormindo poucas horas. Além do gosto de ferrugem na boca.
- Me vê 6! - Única coisa que disse.
O padeiro enquanto colocava os pães, olhava para mim com cara de bobo e disse:
-Hola, rey de boca!
-Como é? - Respondi ao arrotar pelo canto da boca.
-Rey... rey de boca.-Ele ria para mim.
-Que boca? O que você tá dizendo? Não sou dono de nenhuma boca. Não sou traficante, vê logo meu pão aê, cabrón. -Disse enérgico ao argentino.
Percebi que o padeiro se assustou e me entregou prontamente os pães.
-Porra, sou uma pessoa noturna. Tenho que aturar cada merda! -Pensei.
Fui até o caixa pagar os pães. Havia somente uma pessoa na minha frente. Foi rápido até me chamarem.
Havia uma televisão para as pessoas que ali estavam. Estava no canal dos esportes.
Na minha vez, a garota do caixa me desejou bom dia.
-Seu time ganhou ontem, né? Foi um jogo difícil. - Ela disse.
Olhei pra tevê e percebi que o Boca Juniors havia ganho. Eles vestiam uniformes azuis. Pareciam os smurfs.
Sorri para a garota do caixa ao pegar meu troco.
Ao sair da padaria olhei para minha camisa.
Dai então, entendi toda merda que havia acontecido...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Em um Motel Barato




















Thiffany acordou cedo naquele dia. Se vestiu sem fazer muito barulho. As malas já estavam prontas. Me deu um beijo de despedida e foi-se para o interior, visitar a vovó. Dona Gertrudes, mãe da velha dos infernos.
Dois dias depois, eu já estava no motel com Cristana. Uma boa e fiel amiga, que não se importa se você está trabalhando, se tem dinheiro, se você lava a louça de domingo, se você acorda cedo para pegar o jornal, se você vai amá-la ou se você deixa a cueca jogada no meio da sala. Ela é muito pra frente, muito mais lúcida. Não se apega a pequenos detalhes.
Estávamos em motel barato. Eu não ia pagar um luxo, nem fudendo. Pra quê? Se ela me chamava de benzinho mesmo assim. Tava tudo ótimo.
Estávamos conversando, nos olhávamos atráves do espelho no teto.
-Preciso perder minha barriga.-Olha, olha isso, Cris! - Eu dizia ao chacoalhar minha pança.
-Que nada benzinho, você tá ótimo. Do jeitinho que eu adoro. - Cris me dava beijinhos no rosto.
-Esse, "que nada, benzinho, você tá ótimo", me fazia ser um super homem, me fazia desistir na hora de malhar.
Do nada, meu celular tocou, ele estava na mesinha.
Mandei Cristana levantar para pegá-lo.
-Vá até lá, safada! Vá buscar a porra do meu celular. Quero ver você ir rebolando até lá.
Ela me dava chupões e enrolava pra atender.
-Vai logo, mulher!! É minha mulher querendo saber onde estou. -Eu dizia ao apressá-la.
-É sério?
-Eééééh.
Era nada, só queria que ela agilizasse.
Peguei o celular e disse alô. 
Era um conhecido meu do boteco. Aumentei o volume e deixei Cristana ouvir também.
-Jonas, vem prá cá! Estamos bebendo várias por aqui. Só falta você. Venha. -Harry dizia.
-Quem está com você ai, Harry?-perguntei.
- Eu e mais dois amigos.
-Mas e as garotas?-Perguntei ao fazer risadinhas para Cristana.
-Ah, cara, ainda não conseguimos nada....mas venha será legal!
-Ah, Harry, não fode, como se você fosse pegar alguma, né?
- Ah, Jonas, que seja.....
Cristana pegou o celular da minha mão e disse com todas as palavras.
-Aê seu virgem de merda, vai toma no cú! Pare de atormentar o meu benzinho. Tô pelada aqui prontinha para ser fudida por ele e você está importunando. Vá se masturbar seu virgem de merda.
O celular ficou mudo depois disso.
Rimos sem parar.
Continuamos a conversar nos olhando para o espelho no teto...

domingo, 4 de março de 2012

Como um Sharpei










Thiffany estava de férias, então, resolvemos viajar. Eu já era aposentado. Um desocupado, um inútil, um bosta para a sociedade.
Caro leitor, é você, é você que acorda cedo e trabalha duro para pagar minha aposentadoria. Bem, eu agradeço. Obrigado...continue assim! :-)
Mas você acha que eu me importo? Porque eu me importaria?

Não, não, caro leitor. Como eu gostaria de ver sua cara, quando imagina que poderia estar agora em uma bela ilha deserta com um belo drink feito e trazido por uma mulher daquelas.
Vamos lá, você sabe do que estuou falando. Enquanto isso, você vende seu tempo, sua juventude para pagar algumas contas de merda.
Bem, mas vamos ao conto, senão você é capaz de largar o que está lendo e começar a chorar.

Thiffany e eu fomos viajar. Resolvemos visitar outro lado do país, em uma cidadezinha que agora não lembro o nome. Era domingo quente. Um dia daqueles.
Primeiramente, visitamos um restaurante marroquino. Temática da capital Rabat de Marrocos.
Comemos um prato chamado "Couscous Marinho". Thiffany dizia ser uma iguaria. O prato era feito com lulas, camarões, tomates secos, pimentões vermelhos e azeite.
Thiffany conhece muito bem a culinária marroquina. Sua mãe, a louca, já fez turismo por lá. A velha bem que deveria ter ficado por lá, montada entre as duas corcovas de um camelo. Aquela maldiiita!
Começamos a comer, a lula parecia uma borracha. Eu mastigava, mastigava e aquela porra não se desmachava. Eu a cuspi. - Foda-se! - Pensei.
O camarão e os tomates secos estavam ótimos.
Paguei a conta (com seu trabalho leitor) e fomos passear mais.
Resolvemos visitar uma loja pequena, aquelas de produtos diversos.
-Vamos lá, Jô. -Thiffany me puxava pela mão.
-Sim querida, vamos.
Eu estava bêbado, e com fortes dores nas costas devido a idade e pela longa viagem em um péssimo ônibus, provavelmente construído na década de '40.
Agora você ri da minha cara né, caro leitor? Mas trabalhe, trabalhe mais, não esqueça!
Entramos na lojinha e fomos atendidos por uma velha. Ela devia ter uns 120 anos. Sua pele parecia um mosaico. A velha parecia como um Sharpei, entende o que digo?
Vimos a lojinha de um lado à outro, era uma coisa mais estranha que a outra.
Thiffany via cada uma delas com detalhes, eu só queria ir embora. As dores nas costas continuavam. Fiz cara de dor quando me enverguei ao colocar a mão na lombar.
Prontamente, a velha me pegou pela mão e disse:
- O senhor não conhece a água que rejuvelhece?
-Água? - Perguntei sem entender nada.
-Sim, a água que ao beber, faz você rejuvelhecer
Ela veio com um frasco pequeno na mão.
-Veja, essa é a água. Por apenas $250,00 o senhor se sentirá muito melhor. Sua dor nas costas acabará. Compre, compre! -A velha esfregava a porra do frasco na minha cara.
 Peguei o frasco, não havia rótulo. Olhei na frente, atrás, e fiz uma única pergunta.
-A senhora nunca tomou dessa água, né?
Ela rapidamente já me levou para outro ambiente, só havia roupas masculinas.
-Esses aqui são os paletós....super modernos.....

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mato Queimado











Já fazia umas horinhas que escrevia um novo conto para a editora Bereda. Estava do lado da janela observando o movimento da rua. Do quarto andar, lá de cima, via coisas bizarras que aconteciam em plena oito da noite.
Depois de um gole, criei um parágrafo. Dei uma mijada, criei outro. Tudo estava fluindo, o enredo começava a se desenvolver.
Até pensei em dar uma cagada para ter um desfecho daqueles, mas só continuei nos goles.
Apoiei minha mão em minha testa, abaixei a cabeça e fechei os olhos, numa tentativa de ser abençoado pelo santo divino a me dar uma idéia daquelas. Faltava alguns parágrafos.
Ouvi o barulho de chaves na porta. Thiffany chegara com uma amiga.
-Oi, Amor! -Thiffany disse jogando a bolsa no sofá.
-Oi, benzinho! -Respondi.
Sua amiga disse oi. Respondi acenando com a cabeça.
Sua amiga tinha belos mamilos, eram grandes mas meio caidos. Ela usava um decote em V.
Isso me ajudou a criar mais um parágrafo.
As duas estavam na pia da cozinha fazendo alguma coisa. Quando percebi, preparavam um baseado.
Eu sempre fui contra a baseados. Essa merda me dá dor de cabeça e não consigo ter ereções. Nada de bom me acontece quando experimento essa merda.
A garota do peito caído era habilidosa. Fiquei abismado como colocava a erva na palma da mão e com os dedos polegar e indicador debulhava o mato até ficar bem fininha. Moeu e salpicou na seda.
Mãos agéis. Até imaginei o que ela faria com aquelas mãos.
Criei mais um parágrafo.
Enrolou o baseado, deu-lhe umas boas lambidas para colar...chupou umas duas vezes, e, acendeu.
Sugou, sugou e sugou....prendeu até ficar roxa.
Passou pra Thiffany que fez o que tinha de fazer.
Thiffany me entregou, dei um tapinha de leve, já estava bêbado pra cassete.
Entreguei o baseado para a peituda do decote em V. A peituda do decote em V,  deu outra sugada de retrair a barriga, passou para Thiffany.
Thiffany novamente sugou.
-Honey, para você. -Thiffany disse ao me passar o baseadinho.
-Não, benzinho. Não quero. - Eu disse.
Ela insistiu mais umas três vezes. Depois de três "nãos" e um "que diabos"  meus, ela parou.
Foi à cozinha com a peituda do decote em V preparar uns drinks.
Eu avisei que não seria uma boa, que ela passaria mal. Thiffany deu de ombros.
Resolvi dormir.
No meio da noite, levantei para urinar. Fui ao banheiro e encontrei Thiffany gorfando no bidê.
-Honey, o que houve? -Perguntei.
No intervalo dos vômitos, ela respondia.
-Ai...amor...misturei erva com álcool. -Ela dizia quase agonizando em seu vômito.
-Ahh, ok. Bem, eu avisei.
Desejei uma boa noite e voltei pra cama.
Ao me ajeitar, tive uma idéia para mais um parágrafo e finalizar meu conto.
Seu título seria "Melões Estragados Desarranjam Meu Intestino".

Minha Vida em Poucas Palavras









Dizem que sou errado, que não presto, que sou um frouxo, que uso as mulheres para meu próprio prazer, que só penso em mim mesmo, que bebo, fumo, jogo, transo com qualquer uma que me aparece.
Bem...mas sou feliz assim!
Você quer uma vida de desprazer?
Um pouco antes do final e no último suspiro,
Quem você irá culpar pelo seu descontentamento?