quinta-feira, 19 de abril de 2012

A criança, segundo Jonas Green












Devo dizer. A criança é meu maior ídolo.
Uma criança.
Como é fantástica e pura sua beleza, inocência e presença.
Não porque ela é cobiçada por muitos e adorada por todos.
Não porque ela seja cheirosa em si e eu não.
Ou por ela ter a pele macia, e a minha, já ressecada pelas rugas.
Mas, porque, ela é tudo aquilo que eu já perdi.
Em seus olhos, vejo a vida presente, pulsante e viva.
Ela já tem tudo aquilo que eu desejo encontrar. Ela já é completa.
E eu, trabalho desesperadamente para voltar a ter isso.

Nenhum vício.
Não sucumbe às doenças através do álcool.
Não se esvaece pela depressão através da perda de um grande amor.
Não se apavora com a enfisema que corroe e enrijece o pulmão através do fumo.

Nenhuma preocupação.
Não carrega qualquer dor, mágoa ou insatisfação.
Não conhece a lúxuria, ciúmes ou inveja.
Não precisa de status, fama ou sucesso.
Não é comida pela úlcera que se alimenta de seu estômago pela ansiedade.

Nenhuma meta.
Não há caminho para seguir.
Tão pouco algo para conseguir.
Não é escravizada pelas ilusão.
Nem algemada por sua insatisfação.

A criança, está no topo.
É a campeã insuperável do jogo da vida.
Mas entre todos os participantes, ela é a única que não sabe disso.
Quando ela se der conta, já a terá perdido.
Será tarde demais.
O tempo passará para elas também.

É... a felicidade,
Dos fazeres aos deveres, nós adultos, seguimos incansavelmente,
Até encontrá-la para satisfazer nossa mais doentia e sagrada dor silenciosa.
 
Será que há uma forma de aprendermos algo com as crianças?
Será que podemos nos tornar, mais belos, inocentes e presentes em nossa vida diária?
Pelo menos, só um pouco?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Maldita Infiltração


Thiffany já me lembrava alguns meses para resolvermos o problema de infiltração no teto.
Eu sempre dizia que o consertaria o mais rápido possível mas sempre esquecia. Eu sempre estava ocupado. Ou eu escrevia durante a madrugada ou dormia no sofá.
Depois de dois anos, Thiffany finalmente percebeu que eu não seria a melhor pessoa para resolver este problema. Ela resolveu contratar pedreiros para obra.
Eu era contra essa idéia. Não sei porquê. Eu tinha feelings....algo poderia acontecer. Tinha a certeza que alguém iria sair perdendo nessa.

Nosso teto estava quase caindo pela infiltração. Thiffany então ligou para alguns conhecidos de vizinhos e marcou uma visita com alguns pedreiros do bairro para resolvermos isto.
Eu era contra isso. Pois não queria homens em minha casa. Mexendo em nossas coisas.
Aquele teto, para mim, era essencial. Já tinha visto muitos elefantes coloridos, duendes voadores, fadas taradas naquele teto descoloral.
Pela construção e reparos no teto, tivemos que permanecer na casa da velha por duas semana, mas eu ficava na maior parte do tempo, num hotel ou no bar.

Nem vou me expressar como foi terrível e constragedor aquela velha encher a cabeça da minha Thiffany com todo tipo de bobagens. Sogras...

Após duas semanas Thiffany recebeu a ligação dos pedreiros para voltarmos para casa. No dia eu estava exausto. Tolerar a velha era de doer, ela não permitia bebidas em sua casa, por isso eu vivia mais no bar do que naquela sala de estar. Com aquele tapete marroquino vermelho com desenhos dourados na ponta. Que ela diz ser o mais lindo da cidade.
Cheguei em nossa casa e a única coisa que eu queria era tomar um belo de um drink e afogar todas minhas mágoas das últimas duas semanas.
Fui até meu mini bar e constatei que, haviam sumido todos os meus Whiskys, Vodka, Cointreau, Steinhäger, Tequila, Cachaças e meu mais ilustre Jagermeister.
Eu era contra essa idéia. Não sei porquê. Eu tinha feelings....algo poderia acontecer. Tinha a certeza que alguém iria sair perdendo nessa.
Fiquei puto e sóbrio.
 
Para Didi

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sustentado pelos Joelhos










Estava na minha frente. Suas formas eram perfeitas, delineadas e torneadas...
Eu o encapei, ela ao olhar para trás, sorriu.
Meus joelhos sustentavam o peso do meu corpo.
Me preparei à fincar.
Ao encaixar, comecei a ir pra frente e pra trás...
D e l í c i a!
A merda de tudo, foi quando eu as abri, as meninas redondas...
Ao abrí-las, sentia o cheirinho de merda...
Que situação deprimente...
Eu continuava a bombar...
...Mas, olhava para o teto para continuar a respirar.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fede a Saco














Resolvi ir na livraria da cidade para comprar alguns volumes de caras como, Edgar Allan Poe, Friedrich Nietzsche e Liev Tolstói. Literaturas de diversas nacionalidades iriam me inspirar à criar novos contos e exercitar a mente.
Ao chegar na antiga livraria, fui recebido pelo senhor Eleonor. Um senhor com estatura baixa, calvo na parte da frente, altamente intelectual e educado, com seu mustache bem aparado beirando seus sessenta e cinco anos, com uma camiseta do filósofo Friedrich Nietzsche com a frase escrita. "O Evangelho morreu na cruz."
Eu o cumprimentei e comecei a observar as gôndolas da livraria.
Havia belos livros. Visitei a gôndola de História, Literatura Russa, Ficção, Quadrinhos, etc...
Após observar as prateleiras por trinta minutos, peguei meus exemplares, coloquei no balcão, cheguei para o senhor Eleonor, o toquei no ombro e o trazendo à mim, perguntei:
-Venha aqui, velho amigo.
-Sim, velho Green, pois não.
-Já reparou, como sua loja cheira a saco? - Perguntei com um sorriso maroto no rosto.
Senhor Eleonor me olhou com a cara visivelmente escrita, "Não tô entendendo porra nenhuma que você tá falando".
-Senhor Eleonor, olhe para sua loja. Me diga o que vê? -Perguntei ao virá-lo.
O velho Eleonor entendeu a piada e começou a rir.
-Em meia hora que permaneci em sua livraria, aqui, não entrou uma mulher na livraria. As que entraram, estavam acompanhadas por namorados ou noivos. -eu irônico, disse com tom de indignação.
Ele consentiu e disse:
-Sim velho Green. Acho que errei de negócio.
Começamos a rir mais, quando mais dois rapazes entraram na loja....

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Ócio












O Ócio...
Tão necessário na pressão,
Tão aguardado ao proletariado,
E eu, o que faço?
Uso o próprio para criar formas de me aborrecer ao chão?
Maldita depressão...

Querida, achei lindo seus óculos escuros









 Eu estava no bar mais uma vez. Pedi mais um bourbon para relaxar e fui até a jukebox.
Eu estava animado, queria tocar uma música que pudesse transpor em melodias o que sentia naquele momento.
Cheguei até a jukebox, coloquei a ficha no buraco e comecei a escolher com o dedo indicador uma música para o ambiente. Mas antes, olhei em volta.
Havia garotas passeando com seus traseiros maravilhosos de lá pra cá, alguns operários solitários nos cantos do bar, o garçon labutava intensamente sem parar, um grupo de amigos rindo á toa do lado de cá.
Havia também, uns alguns, uma garota de óculos escuros, e eu.
Ao testemunhar tal situação, só havia uma música que eu pudesse escolher entre todas aquelas.
A música escolhida foi, Suzie Q, da banda Creedence Clearwater Revival.
Se não a conhece, escute-a agora mesmo enquanto me lê....eu te aguardo enquanto você a procura.
Irá se sentir como se estivesse em meu lugar. Aproveite a carona. Aperte o play agora.

(Aguardo)



Aperto o play e o repeat da jukebox.
Então, pego meu copo que deixei encima da jukebox, começo a voltar para minha mesa.
Ao balançar da música, devagar, remexo o quadril com traquejo. Dois pra direita, dois pra esquerda, isso que chamo de uma ótima música.
Há sintonia no ar, harmonia acontece aqui.
Tudo está no lugar.
Dou mais uma golada enquanto sinto a garganta queimar. As pessoas me olham dançar, mas logo, começam a se soltar e a curtir a pura música do êxtase.
O cheiro do tabaco no ar, as luzes coloridas que piscam no ambiente escuro, o piso quadriculado que me lembra um tabuleiro de jogo de reis.
Há liberdade no recinto, emoção de estar aqui.
Volto à minha mesa, e o curtir da música, começo a encarar aquela bela garota de óculos escuros.
Não sei se ela está me olhando, se está dormindo, se está atordoada.
A cada minuto da música, fico mais forte, parece que fico mais soberano. Me sinto com três metros de altura. Dou mais uma golada.
O garçon ainda continua seu trabalho árduo. Ele não pode chegar na bela garota de óculos escuros e se dar bem, mas eu posso. Isso me deixa mais forte ainda.
Eu então, levanto da cadeira, pego meu bourbon e o traquejar da música, vou de encontro a ela.
TUDO eu posso. Sou o Rei dessa noite.
-Olá garota posso sentar ao seu lado?- Perguntei com um rosto de vencedor.
-Claro. - Ela disse.
Sentei ao seu lado e começamos a conversar. O papo foi longe.
Eu estava interessado naquela garota. Aquela boca me fazia ter fantasias alucinógenas.
-Ah, benzinho, me faça um favor, vai.- eu disse.
-O quê?- ela respondeu com classe.
-Tire seus óculos, vai.
-Nãão. - Ela respondeu com um sorriso no rosto.
-Ah, que isso gatinha. Quero ver seus olhos. Não irei me apaixonar mais por você, eu prometo.- Eu disse.
Ela riu.
Que risada linda. Aquela boca cheia de dentes me fazia ter certeza de ser o campeão da noite.
A música continuava a rolar no ar.
Depois de muita insistência, ela deixou eu tirar seus óculos. Ela com certeza estava afim de mim.
Eu olhei em seus olhos através daquelas lentes escuras, e devagar, tirei seus óculos, eu estava em êxtase.
Ganhei a noite. - Pensei.
Mas ao tirar seus óculos, dei um tranco para trás. A mesma garota, aquela garota dos lindos óculos escuros, que eu já a tinha na mão, estava com conjuntivite. Meu Deus.
Seus olhos estavam totalmente inchados e vermelhos. Parecia que a garota havia chapado um grande antes de chegar no bar.
Ela se assustou com a minha reação.
-Tudo bem? -Ela perguntou ao tocar em minha mão. -Eu disse que não queria que você visse meus olhos.
Ela parecia se auto-reprovar.
Eu ri e disse:
-Você tem um pouco de erva para eu ficar doidão, também? - Perguntei com um sorrisinho safado no canto do rosto.
Ela riu novamente e disse que não usava essas coisas.
Nada, absolutamente nada, poderia acabar com minha noite.

Para Will

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Loira Safada da Bunda Grande - Parte 2











Eu a puxei de canto e disse com tom seco e ríspido.
-O QUÊ?? Você quer me matar sua loira insana? -Respondi ao arregalar os olhos.
Ela sorriu ao pegar minha mão e saimos da casa, ela começou a explicar.
-Calma, gatinho. Vamos ficar a sós em um lugar muito melhor. Só te trouxe aqui para você ver com quem eu casei. Meu marido hoje em dia, só dorme. Virou um urso em hibernação. Um bosta no quesito em satisfazer sexualmente a sua mulher. Ele não consegue mais fazer as coisas acontecerem.
Ele virou um calço na minha vida.
Ele me impede que eu deslize, que eu role que eu me incline para o meu prazer.
 Ao chegarmos no motel, mudamos de assunto.
-Vamos mudar de assunto, querida. Nosso assunto agora é outro. -Eu disse.
Quando chegamos ao quarto, nos despimos e fomos até o chuveiro. Nos banhamos maravilhosamente bem.
Já na cama confortável, antes que eu colocasse, eu a chupei inteirinha.
Ela dizia, "Isso", "devagar", "assim"...as preliminares foram ao ponto máximo.
A deitei com as costas na cama, coloquei e comecei a bombar e bombar. Ela começava a gemer.
Depois, a coloquei de quatro, segurei seus lindos e longos cabelos loiros e fiz aquilo que ela esperava. Ela gritava de prazer. Eu bombava sem parar.
Deitei na cama, agora ela faria o trabalho. Ela agachou, encaixou devagar e sentou. Deslizava com a maior facilidade. Ela gemia e jogava aquela cabeleira loira pra lá e pra cá.
Em certo momento ela disse, "Ah, Jonas, é agora". Ela se apoiou em meu peito e continuou a deslizar. Até não conseguir mais segurar e dizer, "Ai Jonas, vou gozar". Ela gemia, gritava, gemia...
Pela intensidade que foi aquilo, pensei que fazia tempo que ela não fazia, parecia estar tudo entupido.
Quando avisei que ia gozar, "quero por ele na boca", ela disse.
Fiquei em pé na cama e ela agachada começou a massageá-lo. Ela sabia mesmo fazer aquilo.
Ela o massageou, engoliu, lambeu, chupou...varias vezes. 
Goze em mim, aqui, ela apontou para seus maravilhosos melões.
Ela socou mais umas cinco vezes, quando eu disse, "ai, vou gozar".
Gozei gostoso em seus melões maravilhosos. Eu estava em êxtase. Eu suspirava sem parar. Ela continuava a se tocar. Foi uma bela de uma gozada.
Deitei na cama, respirei fundo e ao abrir os olhos me via refletido no espelho do teto. Ela se espreguiçava pela cama.
Nós rimos...
...Eu a limpei direitinho. A deixei como nova. Limpei meu pau com a cueca.
Agora, tudo estava mais calmo. Aquele tesão havia se estabilizado.
Que mulher é aquela.
Deitamos e dormimos abraçadinhos.

Hoje, tenho setenta e sete anos, com artrose nos dedos e furúnculos na bunda, mas não me importo nem um pouco com essa merda.
Eu poderia morrer hoje mesmo. Eu estaria satisfeito com a vida.
Não haveria mágoa nenhuma e teria a plena consciência, que, aproveitei todas as situações que veio até mim e fiz tudo aquilo que quis fazer.
Aquela loira, foi uma das melhores coisas que me aconteceu.
Essa, é a pequena história da loira safada da bunda grande.

A Loira Safada da Bunda Grande - Parte 1












Eu só tinha vinte anos quando isso aconteceu. Ainda me lembro com detalhes. Naquela época, eu já era como hoje, um fudido, um safado de merda. Sempre aproveitei o que a vida tinha a me proporcionar. Eu nunca fui hipócrita ao ponto de disperdiçar minhas próprias chances.
Eu era somente um garoto. Estava na flor da idade. Não me importava com deveres e fazeres.
Eu tinha a sensação que podia conquistar o mundo.
Raramente, era os dias em que não estava chapado.
Nesta época, conheci muitas pessoas. Poucas delas prestavam. Muitas boquetas, valas e becos eram visitados quase todos os dias. Experimentei todo tipo de merda que possa imaginar, mas não vamos nos prolongar neste assunto, está bem?
Não tinha nada a perder, por isso, eu aproveitava ao máximo tudo que a vida me presenteava, se podemos chamar, isso de presente, é claro.
Fazia o que queria e como queria.
"Foda-se se não aprovam minhas ações". -Pensava.
Bem, mas vamos logo a história da loira safada da bunda grande.
-
Eu já morava sozinho e não me importava em jantar pizza todas as noites. O bom disso, é que de manhã ao acordar ou no almoço, havia o que comer, pizza fria é um luxo para os preguiçosos. Em um dia de fevereiro daquele mesmo ano, conheci a loira. A loira safada da bunda grande.
Neste dia, fui ao mercado comprar umas biritas e pizza congelada. Em uma das gôndolas de vinhos, eu a vi. Vestia uma roupa preta. Era uma mulher vivida, com certeza já passava dos quarenta e cinco anos. Uma mulher com proporções físicas maravilhosas, cabelos loiros, lábios carnudos e com um rosto que me lembrava aquelas garotas que o neon bate em seu rosto.
Seu "arsenal" tanto atrás, como na frente,  era uma propaganda certeira e direta. Digna de olhadas prolongadas. O zé sem osso estava à flor da pele. Eu a observava em cada movimento.
Resolvi ir ao caixa pagar minhas compras. Ela estava há dois caixas ao lado.
Ela percebeu quando eu a fitei. Ambos aguardávamos nossa vez.
Eu continuava a olhá-la, ela largou o cesto de compras no chão e se aproximou um pouco, com uma desculpa que estava observando a gôndola de chocolates.
Eu a fitava sem parar. Mulher de "conteúdo". Aquela mulher que pode se dizer com toda certeza, "Mulher deliciosa".
Resolvi sair da minha fila e aguardar atrás dela, ela percebeu e olhou para mim. Eu a olhei nos olhos e disse.
-Olá...
Ela continuava a me olhar.
...olha, vou ser sincero. Acabei de te encontrar neste lugar, tô com uma vontade imensa de curtir você, transar com você, você faz o meu tipo. Pode até parecer rude o jeito que estou falando, mas preciso dizer. Já que se você sair por aquela porta, minhas chances em te reencontrar serão mínimas. E isso seria um péssimo momento para mim. Como eu iria dormir esta noite? Veja isso como a última carta do jogo gata. Quero ganhá-la. A quero só pra mim.
Ela me olhava da mesma forma. Respirou fundo, deu um sorrisinho safado me encarou de cima embaixo e disse:
-Hummm...sei, gosto disso. Você está certo. Vamos AGORA para minha casa.
-Mas agora? - Perguntei.
-Sim, vamos.
Pagamos as compras, entramos em seu carro e partimos para sua casa.
Pelo caminho começamos a conversar, ela estava amigável e simpática, depois começou a falar besteiras, perguntar sacanagens, abriu um pouco mais o decote. Ela estava "naquele" momento.
Eu estava em pleno fervor. Olhei para suas mãos e perguntei.
-E essa aliança?
-Ah, não se preocupe, gatinho.- Ela respondeu ao colocar suas mãos em minhas calças.
O que eu não aguentava era a forma que ela sorria pra mim. Que sorriso safado.
- Ela realmente sabe como fazer as coisas.-Pensei.
Chegamos, ela disse.
A casa era um sobrado. Subimos as escadas e fomos para o quarto. Ela abriu a porta e me mostrou um velho dormindo.
-Olha meu marido ai. -Ela disse.
Eu quase mijei nas calças de medo...

Não os Prenda, por favor!










Eu estava com problemas. Sérios problemas. Resolvi ir ao médico. Fui visitar um clínico geral, pois não sabia como e onde resolver esse meu problema. Isso nunca aconteceu comigo.
Na verdade, no começo, isso não me incomodava nem um pouco, mas depois, tenho que admitir, não aguentei a merda toda, tive que pedir ajuda.
É triste, sim, eu sei...mas situações extremas requer medidas extremas.
Fui ao médico para dar uma olhada em meu intestino. Antes, era um peidinho aqui e ali. Peidava de hora em hora, nada demais. Mas depois de um certo tempo, começou atrapalhar a Thiffany. Os peidos eram mais constantes e prolongados, em seu cheiro. Mas pelo amor, Thiffany os aguentava, pelo menos não reclamava. A única coisa que ela me obrigou a fazer foi: "Nunca fique comigo no mesmo ambiente".
Mas tudo virou merda, quando um dia, a dona engolidora de macaco foi nos visitar e descobriu meu problema. Me ridicalizou com todas as palavras, fez a cabeça de Thiffany, me chamou de porco, sujo e e imundo e outras coisas mais. Mas dei de ombros, pois estava bêbado.
Estava proibido de dormir com Thiffany, estava convicto em pedir ajuda.
Ao chegar ao consultório, preenchi uma ficha. Fui atendido por uma velha que havia se arrumado ao ponto de ficar ainda mais ridícula. Ééé....tem velhas que não conseguem mais, não é?
Ela respondia pelo nome de Linda Bruckoc. Estava vestida de branco, já com seus sessenta e seis anos, pele enrugada, cabelos grisalhos e mal pintados e com uma aparência nada agradável.
Preenchi o formulário e a entreguei.
Aguardei um certo tempo, tempo suficiente para que as pessoas começassem a notar e a se distanciar de minha pessoa. Comecei a peidar sem parar, era libertador, fazer ali mesmo. Eu sentava no canto da sala, estava tranquilo.
A "velha Linda", chamou minha atenção. Ela me olhava por cima daqueles óculos descansados em seu nariz, e com o indicador me chamou até ela, me aproximei e disse:
-Senhor Green, peço encarecidamente que o senhor, não solte mais gases aqui. Se não puder aguentar, vá até o jardim. Há pessoas doentes aqui e estão nauseadas, muitas estão passando mal.
Eu não entendia o que ela estava me pedindo.
Cai entre nós. Nunca, o nosso peido atrapalha a nós mesmos.
Pigarrei um pouquinho para limpar a garganta e respondi:
-NÃO POSSO PEIDAR AQUI? Vátea merda! Que merda é essa? Tenho problemas estomacais, intestinais. Antes que essa merda seja um problema para você, eu, já estou nessa merda há dias. Não me venha com essa, sua velha enrugada.
O que você tem nesse estojo de maquiagem? Óleo de rícino, laquê em aerossol, xampus de babosa concentrada? Antes de vir pra cá, você descansou seu rosto hoje de manhã em óleo de sardinha?
-Senhor quero que se acalme, por favor?- A velha Linda dizia um pouco envergonhada.
-Não, não. Não quero me acalmar. Estou com uma puta vontade de ficar puto neste momento. Que se foda! Não irei deixar nada me prender, nada. Nem mesmo um peido. Se eu quiser ficar puto, ficarei com todo meu ser. Vá te fode, sua velha maléfica.
A velha calou-se e voltei ao meu lugar.Três minutos depois, fui chamado pelo doutor.
Entrei na sala um pouco alterado e percebi que era uma doutora que iria me atender.
A doutora mediu minha pressão. Eu estava putasso pela irritação, referente a minha anulação de peidar no ambiente. Minha pressão estava 17/11.
Ela só me receitou um remédio e disse para me acalmar. Peguei a receita e a guardei no bolso.
Não sei porque os médicos escrevem com todos aqueles garranchos. Não consigo ler porra nenhuma. Ah, vão pros diabos.
Ao me levantar da cadeira, disse, "obrigado doutora tenha um bom dia". Antes de sair, deixei escapar um rastro de peido azedo, que em poucos segundos fez com que sua sala se empesteasse.
Ao sair, passei pela sala de espera. A "velha Linda" e mais umas vinte pessoas ainda estavam por ali.
Sai pela porta principal sem olhar para trás.
Ééé....realmente na sala de espera, havia um puta cheiro de leite azedo secado pelo sol, gorfado por um nenê.
Ao atravessar a rua, dei risadinhas e um arroto de sabor de mijo secado ao sol da manhã.
Como minha vovó sempre dizia: Um peido livre, é dar liberdade à sua tensão....

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Malditas Convenções Sociais










Depois te ter escrito alguns contos para uma outra revista de merda, fui comprar alguns drinks no mercado.
O dia estava bonito, passava das dez da manhã de uma quinta feira. Resolvi passear um pouco pelo bairro.
Pelo caminho, encontrei um velho amigo, um amigo de longa data. Fiquei surpreso ao vê-lo,  pensei que a cirrose já o tinha matado.
Ao lado de uma praça, começamos a conversar sobre diversos assuntos, quase todos inúteis e fúteis.
Aqueles assuntos sem peso e sem temperos.
Não o via já fazia um bom tempo. Ele falava de pessoas queridas como filhos, netos e sobrinhos com tal emoção que tive que fingir que estava interessado no assunto. Eu dizia, "Que ótimo!", enquanto ascendia o cigarro.
Eu não havia casado, não namorava sério, fiquei quieto sobre minha vida pessoal.
Ele falava, falava e falava sem parar, esava emocionado pela vida que Deus havia te dado. Ele o agradecia nos finais das frases. Ele parecia ser um afortunado, pensei.
-Mas voê aind abebe? - pergutei?
-Não, eu parei há anos. Estou sóbrio hoje em dia Jonas. Sou um novo homem.
Hummm, taí porque ele fala tanto, a falta de álcool o fez falar pelos cotovelos.- Pensei.
Ele era um garanhão de primeira, um "Ás no quesito noitadas". Agora, ele virou um homem sério, um homem a base de soja.

Mas em um certo momento, percebi que nem lembrava o nome dele.
Enquanto eu o ouvia, tentava lembrar seu nome, mas sem sucesso.
Ele mais parecia uma matraca, era impossível processar alguma coisa naquela conversa entre amigos estranhos. Ele falava muito.
Comecei a chamá-lo de "você", "cara", em começos e términos de novos assuntos e fazia aquela cara de surpreso aos seus comentários. Eu estava me saindo bem, ele nem ao menos desconfiou.
Ao contrário de mim, ele dizia meu nome em todas as frases. O puto lembrou do meu nome, o nome da Thiffany e até o nome da velha engolidora de pinto de macaco da minha sogra.
Ele deve ter pedido ao bom deus uma ótima memória ou a abstinência de álcool o fez relembrar das coisas.-Pensei.
Eu não lembrava de seu nome, com quem ele morava, muito menos de onde eu o conhecia.Estou muito a frente à essas convenções sociais. Desses vícios de linguagem. Essas...como diria,
ah, sim....educação e respeito ao próximo.
Quero que se foda essa merda! Limpe a merda do mundo com sua educação.
Eu não vou me propor à isso. Foda-se Marx e Hitler. Ninguém paga meu trago, minhas cuecas ou minhas camisinhas. Minha bebedeira é assunto meu. As convenções são lixo, algemas psicológicas para que você tema e reaja de uma certa forma. EU não reajo, eu ajo em base do momento.
Na real, se esse cara que fala pra caralho na minha frente agora, me devesse dinheiro ou fosse um fudido de um sortudo...daqueles que nascem com a bunda virada pra lua, com certeza, eu o chamaria por outro nome.
Eu senti que a conversa estava chegando ao fim, quando começamos a ficar em silêncio. E não havia mais o que dizer de nada. Um olhando para a cara do outro sem ter o que dizer. Esse silêncio é amendrontador, pois você deseja sair correndo por insatisfação ou não ter encontrado tal pessoa na rua naquele momento.Você se sente sem calças, se sente desprotegido.
Nos despedimos pela mesma forma que nos encontramos.
-Bom te ver, Jonas Green, Muito bom te rever. -Ele disse.
Eu só disse obrigado e acenei com a mão.
Virei as costas e continuei andando. Tentava lembrar o nome daquele "cara".

Carpe Diem













Viver a vida boêmia em sua totalidade, isso já é o bastante...

Esse sou eu, assim como você!









Tem certeza que eu sou tão podre e sujo assim?
Ou na verdade, não temos a coragem de admitir que É BOM DEMAIS??