quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Vá Lá e Dê Aquela Aliviada
Eu tinha uns vinte e poucos anos. Estava afim de uma garota.
Estávamos em um bar tipo Pub. Ela era muito G.O.S.T.O.S.A. e eu tinha que.....bem, entende?
Eu flertei com ela por quase a metade da noite.
Eu dizia coisas bonitas no ouvido, ela sorria, quando eu ia chegar, ela virava o rosto.
Eu era bom de papo, e falava do cabelo dela, do desenho dos seus lábios como combinava com os meus, depois de dar uma esquentada,
Eu dizia coisas bonitas no ouvido, ela sorria, quando eu ia chegar, ela virava o rosto.
Isso permaneceu por um bom tempo.
Mas logo me estressei com essa porrinha mal comida.
Ela me dispensava com risadinhas mimadas.
Chegou uma hora que disse que ia ao banheiro.
Meu pinguelão quase saindo pela calça, não aguentava mais fui ao banheiro, e dei aquela aliviada.
Tive que fazê-lo.
Eu não queria ser preso, pois nem sabia a idade daquela porrinha mal comida e muito menos tinha grana para bancar uma profissional da área.
Quem ganhou minha noite, foi ela, a boca gigante branca. Estava lá, olhando pra mim sem parar....
Quando voltei, depois de alguns vários minutos, eu já estava bebendo a segunda dose.
Ela disse que queria ficar comigo....que tinha ficado sozinha a noite inteira....que nenhum homem tinha a compreendido como eu mesmo....que queria um drink para relaxar...
Eu sorrindo, disse NÃO.
Já estava tranquilo pois tinha me aliviado!
Ela permaneceu ali, em pé, sem entender nada.
Ela, como muitas outras, não sabem que podem ser facilmente trocadas pela sempre silenciosa e tranquila boca gigante branca.
Dei meia volta e sai sorrindo.
E outra, depois percebi que ela não era tudo aquilo.
Uma aliviada, as vezes, abre seus olhos e tira de você a culpa e a vergonha por ter escolhido tal porrinha.
Faz você ver as coisas como realmente são....nada espetaculares...
Móveis Lustrados...

Thifany estava fora há algumas semanas e chegaria somente no final do mês.
Ela sempre me pegou no pé em limpar a casa enquanto estivesse fora e blá blá.
"Limpe a casa Jonas", "Quero ver essa casa brilhando quando eu chegar", "Me faça um favor, tire sua cueca do chão da sala" e outras coisas mais.
Lembrei desse sermão enquanto estava na cama de conchinha. Olhei para o relógio, já passava das duas a tarde. Só levantei, porque o sol ardente batia nas minhas costas pela janela de vidro.
Levantei, só troquei de camiseta, coloquei os chinelos e fui ao mercadinho comprar umas coisas para tentar arrumar o nosso ventilador.
Chamei o elevador, ele abriu e entrei.
Lá estava Dona Gertrudes.
Dona Gertrudes era uma senhora de setenta anos, usava um vestido branco com pequeninas flores cor violetas desenhadas. Era de estatura média, usava umas três presilhas no cabelo. Era de semblante calmo e feliz. Sua pele era enrugada. Talvez fosse filha de alemães.
Pela idade pré-avançada, a velha ainda não possuía muitos fios de cabelos brancos. Só alguns na lateral da cabeça.
-Olá Dona Gertrudes. - eu disse.
Ela olhou para mim e para o relógio.
-Olá meu filho. Boa tarde!
Do meu andar até o térreo, Dona Gertrudes me deixou ciente sobre seus problemas de saúde, seus remédios para comprar, a pobreza do mundo, sobre a falta de dinheiro...etc.
A velhinha sempre tinha o que falar.
Ao chegar ao térreo, me despedi de Dona Gertrudes e sai pela porta principal. Nem olhei pra trás para constatar se ela havia respondido.
--
Eu já estava na fila para pagar minhas compras quando meu ombro foi tocado, era Dona Gertrudes.
-Olá Dona Gertrudes...a senhora de novo? - perguntei sorrindo.
-Sim, sou eu.
Ela segurava, farinha de trigo, ovos e um litro de óleo.
Perguntei o que iria fazer com aquelas compras.
Um bolo, ela dizia.
Resolvi acompanhá-la até nosso prédio.
Ao subirmos do térreo até meu andar, ela novamente falou sobre seus problemas de saúde, seus remédios, a pobreza do mundo, sobre a falta de dinheiro...etc.
Quando o elevador se abriu, eu disse TCHIAU e dei o fora dali.
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Dia seguinte, dois dias antes de Thiffany retornar. Estava eu encostado no balcão do bar do Loyd, imaginando como iria resolver o tal problema da limpeza da casa.
A casa estava em frangalhos. Roupas para lavar, meias para passar, louça para lavar, banheiro para higienizar, garrafas vazias para recolher, etc...
-Preocupado Jonas? - Loyd perguntou.
-Um pouco cara...tenho dois dias para aprender, e arrumar a casa...e nem sei por onde começar. Tô sozinho em casa esses dias, e não quero levar uma coça.
-Arrume alguém para te ajudar.
-Alguém?
-Sim, encontre um sobrinho ou primo seu para o trabalho pesado de arrumar uma casa.
-Boa ideia, Loyd....enche o meu copo, vai...
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No dia que Thiffany chegaria em casa, ele me ligou na hora do almoço e num tom de ironia e precaução disse: "Estou chegando em casa hoje heim".
Como ela havia me acordado naquela hora, eu tentei ser monólogo..."aham", "sim", "tudo bem", "entendi"...mas ela se ligou que eu ainda falava com os olhos fechados. Tenho certeza.
Mas chegando em casa, Thiffany viu a casa num brilho total. Todas as coisas no lugar, o chão encerado, abajures sem teias de aranha, os sapatos em seus devidos lugares, as paredes sem as gotas de vinho, o lixo retirado e os móveis lustrados, etc...
Thiffany ficou surpresa.
-Jonas... como você conseguiu?? Que surpresa!!!
-Ahh não foi nada. Pra você meu bem. - eu disse.
Thiffany e eu fomos no quarto nos amar...
...Mal ela sabia que paguei umas notas para a velhinha de setenta anos do andar de cima dar uma geral na casa.
Thiffany estava feliz e ovulava na época, eu estava salvo da bronca mesmo não ter levantado um dedo e a velhinha feliz da vida por comprar seus remédios de pressão alta, arritmia, colesterol e diabetes.
...No final das contas, todo mundo ficou feliz....e é assim que tem que ser....
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Movido a Couro de Porco
"Este conto é dividido em três partes"
Pururuca, Contrações Intestinais e Dores de Cabeça.
Pururuca, Contrações Intestinais e Dores de Cabeça.
**Nota do autor
Infelizmente, baseado em fatos reais.
Por motivos óbvios e contra a imoralidade alheia, o autor, escolheu por preservar a identidade da pessoa e zelar por sua desonrada vida, deixando-o no anonimato.
Pururuca
Thiffany e eu assistíamos a novela juntinhos como um belo casal deve ser.
Eu acariciava seus cabelos, ela deitada em meu peito e todo nosso amor no ar, e, nosso novo amigo, nosso cãozinho, um Shih-Tzu branco. Ficava a nos olhar sentadinho incessantemente enquanto víamos a novela.
Eu não né, eu dava umas pescadas durante a novela. Quem assistia era Thiffany. O bom e o que importava, era que meu copo estava sempre cheio.
As vezes, quando minha bexiga estava a ponto de estourar lá pelas três da madrugada, ao me encaminhar até ao banheiro, lá estava o Pipoca sentadinho na porta. Quando eu saia, lá estava o Pipoca sentadinho esperando eu sair. Ele me seguia e abanava o rabinho. Ele tinha uma grande energia.
Eu imaginava o que ele estaria pensando em ver tudo aquilo...
(dias depois)
Eu segurava o Pipoca no colo quando entramos no apartamento. Voltávamos do supermercado.
Thiffany foi para cozinha colocar as compras em seus devidos lugares, eu coloquei Pipoca no chão e fui ao banheiro. Ele abanava o rabinho sem parar ao me seguir.
Dei uma mijada, balancei, limpei na calça, lavei as mãos, dei uma olhada no espelho, dei aquele sorriso forçado de lado a lado para procurar alguma sujeira entre meus dentes amarelados, pisquei para mim mesmo, desliguei a luz e fui pra sala.
Liguei a tv, passava o jogo.
Pipoca brincava com todo fervor no tapete da sala. Mordia seus brinquedinhos de plásticos com vontade. Os roía de um lado a outro.
Sua baba estava por todos os lados.
Meus sapatos molhados e mordidos no canto da sala, minhas meias rasgadas na lavandeira para serem lavadas e as cadeiras roídas, no qual eu sentava. Pipoca era o dono da casa.
As vezes ele "transava" com sua almofada que ficava do lado de sua caminha. Ele encaixava as patinhas no almofadão, dava aquelas cinco ou seis bimbadas e depois se esparramava no almofadão com a língua pra fora, e lá ficava por uns dez minutos. Era um jeito dele se aliviar, já que não conhecíamos algum vizinho que tivesse uma fêmea.
Pipoca, comia sua ração, babava nos brinquedinhos, dava uma transada com o almofadão, caia por dez minutos e tudo recomeçava. Essa era a rotina do Pipoca.
Contrações Intestinais
Passado alguns dias, eu esparramado no sofá, já tinha secado umas duas garrafas de vinho e entre um arroto e outro, eu mandava pra dentro
tiras de couro do porco, conhecidos como pururuca. Com limão é um presente de Deus.
Assistia a um filme de Oliver Stone. Não me lembro o nome agora, mas o roteiro era daquele queixudo que fez Pulp Fiction.
Era um dos meus favoritos. É tiro pra tudo quanto é lado, além de ser um filme hétero, muito violento.
Já passava da meia noite. Thiffany já estava no décimo sono.
Havia Pipoca e eu na sala.
De uma cena a outra, eu pegava mais uma tira do saco e mandava pra dentro.
Quando o filme deu uma esfriada, olhei para Pipoca e percebi que estava imóvel.
Olhava para mim, olhava para minha mão indo até o saco...Olhava para mim, olhava para minha mão indo até o saco....Olhava para mim, olhava
para minha mão indo até o saco.
Bati algumas vezes no sofá, ele deu um pulo e ficou ao meu lado. O acariciei algumas vezes. Peguei um tira de couro de porco e dei para
ele. Ele quase levou meus dedos. Ele adorou, mastigava com vontade o corinho.
Quando o filme voltou com a pancadaria, eu simplesmente fiquei estarrecido com as cenas de ação, enquanto secava mais um copo, as vezes um
couro ficava na mão, pois não queria perder a cena. Eis que Pipoca se agilizava e comia o couro da minha mão.
Após o final do filme, fui cambaleando até o banheiro, dei uma mijada. Não dei a descarga e muito menos lavei as mãos. Estou além dessas
convenções.
Desliguei a tv, apaguei a luz e fui pra cama. Pipoca foi pra sua caminha.
Dia seguinte, pela manhã, Eu cortava um pouco de cebola, salsinha e tomates para fazer um omeletão mexicano.
Thiffany já tinha saído para trabalhar e eu ainda com o pijama com as manchas de vinho.
Tudo estava como sempre esteve, até Pipoca começara vomitar ao meu lado. Se retorceu, fez alguns gemidos e botô pra fora um bolo meio marrom, meio cinza. Deu umas fungadas para sua obra e se distanciou.
Fui ate a dispensa, peguei um pano e limpei a sujeira do meu amigo.
Terminei o omeletão e tomei meu café.
Pipoca não experimentou o omeletão. Cheirou, cheirou e nada. Passou toda a manhã deitado na sua caminha.
Durante o dia, Pipoca passou mal. Vomitou, teve diarréia, não queria comer e estava indisposto.
Dia Seguinte, Thiffany e eu, decidimos levá-lo ao veterinário.
Dores de Cabeça
Levei o bichano para o veterinário.
O doutor após me dar uma bronca homérica, como: "isso não se faz" ou "Como você pôde fazer isso com o pobre cãozinho?", "Onde estava com a cabeça?".
Abaixei a cabeça, e tive que concordar em silêncio que eu era um idiota.
Como Thiffany estava dormindo, ele ficou possessa quando descobriu que o diagnóstico foi não menos que 23 tiras de couro que u tinha dado ao Pipoca. Ela me xingou com belos nomes, mesmo na frente do doutor.
O veterinário recomendou, pílulas, conta gotas, tabletes, água especial para limpeza bucal e estomacal e algumas coisas mais.
Enquanto ele receitava, eu imaginava que ele estava me sacaneado em comprar tudo aquilo.
"Este doutor está me chamando de idiota na minha cara". Eu tenho um cãozinho, não um rinoceronte em tratamento.
Enquanto prescrevia, ele me olhava sob os óculos descansado pela face. Seu rosto era de repreensão à minha atitude.
Eu já começava a acreditar que quase matara meu cãozinho com o couro de porco.
Ao sairmos da consulta, Pipoca estava no colo de Thiffany, começamos a caminhar para o carro. O doutor me chamou de canto e disse:
-Não seja mais um idiota, ok?
-Tudo bem. - eu disse.
Fomos até a farmácia, e comprei toda aquela pilha de remédios para o Pipoca. Balinhas, cápsulas, gazes, líquidos para higiene, pílulas e afins.
Tive que desembolsar uma grana preta com o cãozinho. Fiquei com dores de cabeça durante o final de semana inteiro, por desembolsar essa nota.
Depois disso, Thiffany me repreendia a todo momento, Pipoca já estava melhorando, mas nem bimbava mais no almofadão e nem babava por toda casa, ficava jogado em sua caminha.
Para ajudar, Thiffany jogou todas as minhas bebidas pela privada, em repreensão à minha estúpida atitude. E eu sem dinheiro para reabastecer a copa. Fiquei com uma puta dor de cabeça nesses dias.
Não fui mais tão idiota assim.
Depois desse ensinamento, nunca mais dei couro de porco para o Pipoca, e percebi, como os filmes de Oliver Stone não são para qualquer um...
"Eu, o escritor, com toda certeza, garanto que, este pobre e indefeso animalzinho citado no conto acima, está vivo e bem de saúde".
Nome do filme citado no conto acima é:
(Assassinos por Natureza. Filme policial satírico de 1994 dirigido por Oliver Stone, com roteiro de Quentin Tarantino e estrelando Woody Harrelson e Juliette Lewis)
Fonte: Wikipédia
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
...Se Ao Menos Eu Tivesse Um Taco De Baseball...
..Se ao menos eu tivesse um taco de baseball...
Eu atacaria sua costela sem remorso....
..Se ao menos eu tivesse um taco de baseball...
Eu, sem piedade, arruinaria toda sua mandíbula....
..Se ao menos eu tivesse um taco de baseball...
Quebraria sua cara inteira....
..Se ao menos eu tivesse um taco de baseball...
Arrebentaria em uma só paulada a nuca dessa mocinha que não para de falar ao meu lado...
..Se ao menos eu tivesse um taco de baseball...
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Dona Maria, Espectadora Do Meu Copular
Para Bee
Meu Chevelle '71 estava em primeira marcha. Eu o conduzia bem devagar pela rua semi iluminada para encontrar a casa da Beth. Casa amarela com o vaso de violetas na janela da frente.
Já passava das onze da noite de uma quinta feira. Dia seguinte seria um feriado, mas não sei de qual. Não me apego mais a essas coisas fúteis. Já sou um desocupado por opção. Você caro leitor, que lê este conto, você sim, deve se ocupar com feriados prolongados.
Ainda estava em primeira marcha, quando acendi a luz no teto do carro para conseguir ler o endereço no papel minúsculo que peguei do bolso da camisa. Comecei a comparar os números das casas.
98....não....115...humm, não.....123....também não....145....opa, achei!
Estacionei bem na frente da casa amarela com um vaso de violetas decorando a janela frontal. Do jeitinho que ela havia tido ao telefone.
Coloquei em ponto morto, desliguei o carro e pulei fora. O cinto de segurança veio junto.
Levantei, dei aquela esticada com os braços para cima, (como Rocky Balboa), só havia eu naquela rua semi iluminada.
Como estava um bocado frio, ao expirar, fumacinhas saiam de minha boca.
Joguei o cinto de volta, ele bateu no painel, tirou uma lasca. "Merda", eu disse.
Bati a porta e acionei o alarme.
Caminhando até a porta principal, tirei um drops de menta do bolso da calça e masquei. A fumacinha continuava a sair.
Em frente à sua casa, levantei um pouco as calças, pus os cabelos pra trás e toquei a campainha.
Segundos depois, Beth aparecia com seu vestido preto e seu decote em V com tudo aquilo saltando pra fora.
-Nossa Senhora!! você está espetacular mulher!! - disse ao olhar de cima a baixo.
Beth pegou minha mão, me puxou ferozmente pra dentro de casa, quase não consigo mas fechei a porta com calcanhar.
Ela estava sedenta de prazer.
-Hummm...Hummm, vai com calma nenêm! - eu disse entre um beijo e outro.
Me beijava de todas as formas. Me puxava, me beliscava. Senti uma arranhada nas costas mas dei de ombros. Fomos de encontro ao sofá da sala.
Caímos no sofá de um jeito peculiar. Fiquei por cima.
Eu a beijava loucamente, seu pescoço cheirava rosas. Por toda parte, eu a pegava com vontade. Ela suspirava e ria ao mesmo tempo. Beth era espetacular.
Beth segurou meu colarinho, se distanciou do meu beijo, e sem hesitar, com o batom todo borrado nos lábios disse:
-Vamos AGORA para o quarto!
Claro! - disse.
Ela se levantou e se dirigiu até o segundo andar. No meio da escada ela parou e disse:
-Jô, pegue um vinhozinho para nós, enquanto subo para o quarto e te faço uma surpresa, ok?
Afirmei com a cabeça e fui até a cozinha.
Encima da mesa, havia uma garrafa de vinho tinto com duas taças.
Beth já deixara tudo pronto. Sempre me surpreendia.
Subi, fui até o quarto. Beth ainda estava no banheiro.
Abri o vinho com o abridor e servi as duas taças.
Enquanto isso, comecei desabotoar a minha camisa, tirei o cinto das calça, sentei na cama, tirei os cadarços dos sapatos. Só estava de cuecas e meias.
Me servi com o vinho e sentei na cama a espera de Beth.
Beth estava realmente irresistível com aquele espartilho completo negro.
Seu cabelo castanho encaracolado impecável me fazia desejá-la mais e mais.
Matei o que restava no copo, dei uma arrotadinha de canto de boca, enquanto ela vinha como uma tigresa até mim.
Nos deitamos, e depois de dez minutos de preliminares, eu a coloquei de quatro.
Após algumas bombadas, puxadas de cabelo, puxões, pegadas envolventes, ela se entregou de vez e acabou se soltando na cama macia modelo kingsize.
Dei mais algumas bombadas e a virei.
Ela de frente para mim, fazia eu enlouquecer. Ver seu rosto chegando ao ápice.
Comecei a bombar e a bombar. Estávamos com um puta tesão. O quarto pegava fogo. Nossos corpos começavam a suar naquele quarto de pouca luz, o desejo só aumentava.
Tudo ocorria naquele quarto com algumas velas para iluminar nossa paixão.
Me afogava naqueles cabelos castanhos encaracolados de matar.
Sem perceber, ao lado da cama, no criado mudo, reparei que havia uma Virgem Maria em uma base de madeira.
Era de porcelana, resina, gesso, sei lá. Ela estava virada para mim. Me olhava, sem parar.
Aquelas mãos juntas ao meio do peito e aquele rosto....e que rosto.
Por um momento, pensei que a Virgem Maria não pudesse ver tais coisas, que seria pecaminoso de minha parte. Minha atitude seria reprovada por ser um mal cristão.
Com certeza me castigaria por essa minha vontade somente carnal de possuir Beth. Mas Beth era responsável de hastear qualquer bandeira, sem exceção. E naquele dia, EU fincava minha bandeira!
Enquanto bombava e Beth gemia sem parar, olhei nos olhos de Dona Maria no criado mudo.
Era como se seu rosto dissesse a mim, "vai lá garoto, manda ver".
Em outras vezes, quando pegava nos cabelos encaracolados de Beth, e mandava vê de ladinho, seu rosto dizia, "Mas como você é pervertido".
Seu rosto dizia muitas coisas de diversas formas diferentes. Era difícil entender a mensagem divina.
"Homem horrível. Porque fazes isto com a moça?" Ela também dizia esse sermão.
Em outras posições, mais audaciosas, ela parecia dizer, "moçinho danado você heim?"
Beth era católica, devido aos quadros e inúmeras imagens por toda casa.
Será que ela é fanática? - Eu me perguntava.
Eu sei que estou além dessas coisas pré-concebidas, principalmente religiosas.
De qualquer forma, comecei a me incomodar com aquela situação entre a Dona Maria e eu.
Beth nem imaginava sobre nosso "estranhamento". Ela continuava a gemer e a enlouquecer. Seus cabelos encaracolados estavam me fazendo pirar, jogava seu cabelo de lá pra cá.
Eu estava enlouquecido e com toda aquela vontade.
Dona Maria, me observava sem parar.
Tentei por um momento fechar os olhos para não ter essa visão da Dona Maria, mas sem cogitação, Beth era escultural demais.
Sem aviso, puxei seus cabelos, ela veio até mim, e com seu rosto irresistível de desejo eu não hesitei.
-Vamos mudar de posição, benzinho-? - Perguntei lhe mordendo a orelhinha.
Beth virou-se e de joelhos mostrou-me toda aquela exuberância. Permaneci alguns instantes imóvel contemplando tal imagem. Mas logo, voltei a mim e com ferocidade coloquei pra dentro.
Fiquei por cima. Senti o calor, estava molhadinha.
Indo e vindo, pude ver toda aquela fartura bem na frente.
Sem ela perceber, peguei minha cueca que estava por ai e joguei encima da Dona Maria, além claro, de virá-la para a parede.
Não sei, se fiz certo ou não.
Minha querida vózinha sempre me ensinou a ter muito respeito pela Dona Maria e as imagens santas. Eu de certa forma, sempre temi aquela mulher imóvel no topo da estante.
Mas Beth estava lá, de costas pra mim, usando somente um arquinho de coelhinha e com toda aquela abundância disponível e eu só de meias. O que mais eu poderia fazer? O que você faria?
-
Logo depois da transa, Beth, com seus cabelos castanhos encaracolados foi ao banheiro tomar uma ducha.
-Já volto, Jô!
-Tudo bem, honey. - eu disse.
Ainda na cama, coberto pelo lençol, liguei a tv e troquei alguns canais. Olhei pro lado, e Dona Maria ainda estava com a cara pra parede e com aquele véu gigante na cabeça.
Voltei para tv e ri sem razão.
Aquela cueca era do dia e cheirava amaciante de roupas. Eu sabia o valor de toda aquela imagem. Eu jamais colocaria uma cueca de dias. Acredite, é sério.
Antes de Beth voltar pra cama, tirei rapidamente a cueca de cima de Dona Maria e a coloquei de frente.
Beth veio até mim com pulinhos de frio. Bati algumas vezes na cama pedindo que deitasse ao meu lado.
Na tv, passava um filme de ação, parecia ser bom...
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