segunda-feira, 15 de julho de 2013

Meus Adoráveis Chinelos




















Depois de acordar lá pelas onze e meia,
E com uma puta ressaca, me espreguiço de um lado a outro.
Fico como o homem vitruviano esparramado pela cama por alguns minutos.
É uma bela sensação, e nada me impede de soltar um peidinho de lado.

Sento na cama e olho em volta,
Todas as coisas ali no quarto, estão como deveriam estar.
Coloco meus chinelos e ainda bocejando, coço uma parte da bunda e vou até a sala.
Chego até a janela para puxar o ar poluído da cidade.

Do quinto andar, observo as coisas do alto.
As coisas de sempre, as coisas comuns do dia a dia,
Nada,
Acontece de espetacular lá pelas onze e trinta e quatro de um dia qualquer.

Lá de cima, olho para baixo.
Na rua, as pessoas andam descoordenadas umas das outras, parecem formiguinhas em torno de um formigueiro.
Os pombos fazem sujeira no telhado do vizinho da frente,
Ouço o som de um chihuahua latindo sem parar.

Um avião cruza o céu entre as nuvens,
Se forma imagens interessantes e engraçadas,
Tento até desvendar algumas delas, mas,
O sol arde minha cara, quando então, o tapo com uma de minhas mãos.

Me farto de toda aquela baboseira poética,
Me viro para dentro de casa,
O clarão ainda instalado em meus olhos,
Me faz tudo escuro por alguns segundos e tenho que esperar.

As paredes continuam descascadas.
A fechadura da porta por ser consertada.
Os lustres sujos pelo pó acinzentado,
e na mesa,
Garrafas vazias e os papéis rabiscados continuavam do mesmo jeito da noite anterior....
--
O comum, o fútil, se colocado no pedestal, tem algo a dizer.
Há de se prestar atenção ao comum, ao banal.
Quando olhar para ele, se mostrará à você de outra forma.
Tente!

Um comentário:

  1. Jonas Green!

    Tenho dois conselhos para você, arrume amigos e compre um computador....

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