Jack entrou no recinto e eu ja fiz cara de desaprovação.
É um cara que fala pelos cotovelos, fala muito, gosta de tirar vantagem, além de parecer ter a idade mental de uma criança de cinco anos.
Ele brinca com cada um de nosso grupo. Ele fala do chapéu de um, do óculos engraçado do outro, do bigode mal aparado do terceiro ou julga a sexualidade do quarto.
Chegando na minha vez da roda, ele aponta para mim, e com um olho aberto e outro fechado diz:
-"Éééhhhhh, Jonas Green"!!
Agora vou foder com você, prepare-se"!- em pensamentos.
-Falaí Jack, o que manda meu? - Pergunto com um sorriso amarelado e cansado na cara!
-Estou bem, estou bem. - Respondeu me tocando ao ombro.
Não sei porque há caras que ainda nos toca quando mostramos à eles desnecessários tais laços.
Começou uma piada ali mesmo, e que pela qualidade da mesma eu creio que ele deva ter inventado ali mesmo ou quando estava no
trono da estação de trem tentando ser engraçado.
E eu desboquei.
-Cara, se afaste de mim" -eu o empurrei. Você é uma dor nas bolas com as pernas mal cruzadas, cara!
-Ei cara, calma Jonas!
-Saia daqui, antes que eu lhe meta a porrada, e lhe tire o coro como bacon....Vamos. Saia!
Jack ficou com cara de assustado e se foi sem menos olhar pra trás.
Semana seguinte, estava com os amigos da roda secando uns copos quando Jack apareceu.
Brincou com cada um, do mesmo jeito...da mesma maneira de sempre.
Chegando próximo a mim, ele já ia tirar um sarro do meu boné laranja e meu óculos verde, quando somente sorriu deu meia volta e se foi.
Eu continuava de braços cruzados.
As vezes, você tem de dar um basta para a boçalidade em sua volta...
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