quinta-feira, 19 de abril de 2012

A criança, segundo Jonas Green












Devo dizer. A criança é meu maior ídolo.
Uma criança.
Como é fantástica e pura sua beleza, inocência e presença.
Não porque ela é cobiçada por muitos e adorada por todos.
Não porque ela seja cheirosa em si e eu não.
Ou por ela ter a pele macia, e a minha, já ressecada pelas rugas.
Mas, porque, ela é tudo aquilo que eu já perdi.
Em seus olhos, vejo a vida presente, pulsante e viva.
Ela já tem tudo aquilo que eu desejo encontrar. Ela já é completa.
E eu, trabalho desesperadamente para voltar a ter isso.

Nenhum vício.
Não sucumbe às doenças através do álcool.
Não se esvaece pela depressão através da perda de um grande amor.
Não se apavora com a enfisema que corroe e enrijece o pulmão através do fumo.

Nenhuma preocupação.
Não carrega qualquer dor, mágoa ou insatisfação.
Não conhece a lúxuria, ciúmes ou inveja.
Não precisa de status, fama ou sucesso.
Não é comida pela úlcera que se alimenta de seu estômago pela ansiedade.

Nenhuma meta.
Não há caminho para seguir.
Tão pouco algo para conseguir.
Não é escravizada pelas ilusão.
Nem algemada por sua insatisfação.

A criança, está no topo.
É a campeã insuperável do jogo da vida.
Mas entre todos os participantes, ela é a única que não sabe disso.
Quando ela se der conta, já a terá perdido.
Será tarde demais.
O tempo passará para elas também.

É... a felicidade,
Dos fazeres aos deveres, nós adultos, seguimos incansavelmente,
Até encontrá-la para satisfazer nossa mais doentia e sagrada dor silenciosa.
 
Será que há uma forma de aprendermos algo com as crianças?
Será que podemos nos tornar, mais belos, inocentes e presentes em nossa vida diária?
Pelo menos, só um pouco?

2 comentários:

  1. Muito bom para refletir sobre as prioridades da vida. será que estamos fazendo o certo?

    Wil...

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  2. Uma pena as pessoas não darem valor á pequenas coisas!

    Belas e sinceras palavras, assim como as crianças os animais também tem muito amor verdadeiro, sem trocas a nos oferecer!!!

    Rosangela.

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