terça-feira, 3 de abril de 2012
A Loira Safada da Bunda Grande - Parte 1
Eu só tinha vinte anos quando isso aconteceu. Ainda me lembro com detalhes. Naquela época, eu já era como hoje, um fudido, um safado de merda. Sempre aproveitei o que a vida tinha a me proporcionar. Eu nunca fui hipócrita ao ponto de disperdiçar minhas próprias chances.
Eu era somente um garoto. Estava na flor da idade. Não me importava com deveres e fazeres.
Eu tinha a sensação que podia conquistar o mundo.
Raramente, era os dias em que não estava chapado.
Nesta época, conheci muitas pessoas. Poucas delas prestavam. Muitas boquetas, valas e becos eram visitados quase todos os dias. Experimentei todo tipo de merda que possa imaginar, mas não vamos nos prolongar neste assunto, está bem?
Não tinha nada a perder, por isso, eu aproveitava ao máximo tudo que a vida me presenteava, se podemos chamar, isso de presente, é claro.
Fazia o que queria e como queria.
"Foda-se se não aprovam minhas ações". -Pensava.
Bem, mas vamos logo a história da loira safada da bunda grande.
-
Eu já morava sozinho e não me importava em jantar pizza todas as noites. O bom disso, é que de manhã ao acordar ou no almoço, havia o que comer, pizza fria é um luxo para os preguiçosos. Em um dia de fevereiro daquele mesmo ano, conheci a loira. A loira safada da bunda grande.
Neste dia, fui ao mercado comprar umas biritas e pizza congelada. Em uma das gôndolas de vinhos, eu a vi. Vestia uma roupa preta. Era uma mulher vivida, com certeza já passava dos quarenta e cinco anos. Uma mulher com proporções físicas maravilhosas, cabelos loiros, lábios carnudos e com um rosto que me lembrava aquelas garotas que o neon bate em seu rosto.
Seu "arsenal" tanto atrás, como na frente, era uma propaganda certeira e direta. Digna de olhadas prolongadas. O zé sem osso estava à flor da pele. Eu a observava em cada movimento.
Resolvi ir ao caixa pagar minhas compras. Ela estava há dois caixas ao lado.
Ela percebeu quando eu a fitei. Ambos aguardávamos nossa vez.
Eu continuava a olhá-la, ela largou o cesto de compras no chão e se aproximou um pouco, com uma desculpa que estava observando a gôndola de chocolates.
Eu a fitava sem parar. Mulher de "conteúdo". Aquela mulher que pode se dizer com toda certeza, "Mulher deliciosa".
Resolvi sair da minha fila e aguardar atrás dela, ela percebeu e olhou para mim. Eu a olhei nos olhos e disse.
-Olá...
Ela continuava a me olhar.
...olha, vou ser sincero. Acabei de te encontrar neste lugar, tô com uma vontade imensa de curtir você, transar com você, você faz o meu tipo. Pode até parecer rude o jeito que estou falando, mas preciso dizer. Já que se você sair por aquela porta, minhas chances em te reencontrar serão mínimas. E isso seria um péssimo momento para mim. Como eu iria dormir esta noite? Veja isso como a última carta do jogo gata. Quero ganhá-la. A quero só pra mim.
Ela me olhava da mesma forma. Respirou fundo, deu um sorrisinho safado me encarou de cima embaixo e disse:
-Hummm...sei, gosto disso. Você está certo. Vamos AGORA para minha casa.
-Mas agora? - Perguntei.
-Sim, vamos.
Pagamos as compras, entramos em seu carro e partimos para sua casa.
Pelo caminho começamos a conversar, ela estava amigável e simpática, depois começou a falar besteiras, perguntar sacanagens, abriu um pouco mais o decote. Ela estava "naquele" momento.
Eu estava em pleno fervor. Olhei para suas mãos e perguntei.
-E essa aliança?
-Ah, não se preocupe, gatinho.- Ela respondeu ao colocar suas mãos em minhas calças.
O que eu não aguentava era a forma que ela sorria pra mim. Que sorriso safado.
- Ela realmente sabe como fazer as coisas.-Pensei.
Chegamos, ela disse.
A casa era um sobrado. Subimos as escadas e fomos para o quarto. Ela abriu a porta e me mostrou um velho dormindo.
-Olha meu marido ai. -Ela disse.
Eu quase mijei nas calças de medo...
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário