terça-feira, 3 de abril de 2012
Não os Prenda, por favor!
Eu estava com problemas. Sérios problemas. Resolvi ir ao médico. Fui visitar um clínico geral, pois não sabia como e onde resolver esse meu problema. Isso nunca aconteceu comigo.
Na verdade, no começo, isso não me incomodava nem um pouco, mas depois, tenho que admitir, não aguentei a merda toda, tive que pedir ajuda.
É triste, sim, eu sei...mas situações extremas requer medidas extremas.
Fui ao médico para dar uma olhada em meu intestino. Antes, era um peidinho aqui e ali. Peidava de hora em hora, nada demais. Mas depois de um certo tempo, começou atrapalhar a Thiffany. Os peidos eram mais constantes e prolongados, em seu cheiro. Mas pelo amor, Thiffany os aguentava, pelo menos não reclamava. A única coisa que ela me obrigou a fazer foi: "Nunca fique comigo no mesmo ambiente".
Mas tudo virou merda, quando um dia, a dona engolidora de macaco foi nos visitar e descobriu meu problema. Me ridicalizou com todas as palavras, fez a cabeça de Thiffany, me chamou de porco, sujo e e imundo e outras coisas mais. Mas dei de ombros, pois estava bêbado.
Estava proibido de dormir com Thiffany, estava convicto em pedir ajuda.
Ao chegar ao consultório, preenchi uma ficha. Fui atendido por uma velha que havia se arrumado ao ponto de ficar ainda mais ridícula. Ééé....tem velhas que não conseguem mais, não é?
Ela respondia pelo nome de Linda Bruckoc. Estava vestida de branco, já com seus sessenta e seis anos, pele enrugada, cabelos grisalhos e mal pintados e com uma aparência nada agradável.
Preenchi o formulário e a entreguei.
Aguardei um certo tempo, tempo suficiente para que as pessoas começassem a notar e a se distanciar de minha pessoa. Comecei a peidar sem parar, era libertador, fazer ali mesmo. Eu sentava no canto da sala, estava tranquilo.
A "velha Linda", chamou minha atenção. Ela me olhava por cima daqueles óculos descansados em seu nariz, e com o indicador me chamou até ela, me aproximei e disse:
-Senhor Green, peço encarecidamente que o senhor, não solte mais gases aqui. Se não puder aguentar, vá até o jardim. Há pessoas doentes aqui e estão nauseadas, muitas estão passando mal.
Eu não entendia o que ela estava me pedindo.
Cai entre nós. Nunca, o nosso peido atrapalha a nós mesmos.
Pigarrei um pouquinho para limpar a garganta e respondi:
-NÃO POSSO PEIDAR AQUI? Vátea merda! Que merda é essa? Tenho problemas estomacais, intestinais. Antes que essa merda seja um problema para você, eu, já estou nessa merda há dias. Não me venha com essa, sua velha enrugada.
O que você tem nesse estojo de maquiagem? Óleo de rícino, laquê em aerossol, xampus de babosa concentrada? Antes de vir pra cá, você descansou seu rosto hoje de manhã em óleo de sardinha?
-Senhor quero que se acalme, por favor?- A velha Linda dizia um pouco envergonhada.
-Não, não. Não quero me acalmar. Estou com uma puta vontade de ficar puto neste momento. Que se foda! Não irei deixar nada me prender, nada. Nem mesmo um peido. Se eu quiser ficar puto, ficarei com todo meu ser. Vá te fode, sua velha maléfica.
A velha calou-se e voltei ao meu lugar.Três minutos depois, fui chamado pelo doutor.
Entrei na sala um pouco alterado e percebi que era uma doutora que iria me atender.
A doutora mediu minha pressão. Eu estava putasso pela irritação, referente a minha anulação de peidar no ambiente. Minha pressão estava 17/11.
Ela só me receitou um remédio e disse para me acalmar. Peguei a receita e a guardei no bolso.
Não sei porque os médicos escrevem com todos aqueles garranchos. Não consigo ler porra nenhuma. Ah, vão pros diabos.
Ao me levantar da cadeira, disse, "obrigado doutora tenha um bom dia". Antes de sair, deixei escapar um rastro de peido azedo, que em poucos segundos fez com que sua sala se empesteasse.
Ao sair, passei pela sala de espera. A "velha Linda" e mais umas vinte pessoas ainda estavam por ali.
Sai pela porta principal sem olhar para trás.
Ééé....realmente na sala de espera, havia um puta cheiro de leite azedo secado pelo sol, gorfado por um nenê.
Ao atravessar a rua, dei risadinhas e um arroto de sabor de mijo secado ao sol da manhã.
Como minha vovó sempre dizia: Um peido livre, é dar liberdade à sua tensão....
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