Baseado em fatos reais
Sábado
Chegamos a Campos de Jordão com minha namorada e toda a família. Sábado pela manhã. Dia gostoso céu sem nuvens. O dia que planejei.
Inspiro de prazer enquanto a cidade está em nossa frente para ser explorada.
Fomos visitar lugares importantes da cidade e experimentar os quitutes das feirinhas da praça central e fazer algumas compras.
A hospitalidade é ótima. A cidade era limpa e muito agradável.
Nosso almoço foi acolhedor. Escolhemos o melhor restaurante da cidade para visitar.
Abusei na carne vermelha e bebi muita cerveja. Minha namorada até dizia, "manera aí", eu estava com as rédeas da situação. Era meu dia!
Após o almoço e começo da tarde, visitamos um parque e o museu da cidade.
No fim do passeio, eu estava exausto.
O dia estava muito quente e talvez fosse por causa disso que meu domingo foi aterrorizador, porém, não só para mim.
Domingo
Minha namorada e eu, fomos almoçar em outro restaurante da cidade. Comida mineira, churrasco e sobremesa. O local era rústico.
Ela pediu nhoque e eu, logo após comer quase um quilo de comida, ataquei os chocolates. Todos eles. Branco, meio amargo com recheio, ao leite, eram chocolates feitos na própria cidade.
Comi chocolate até sair pelas orelhas.
Às sete da noite, voltamos para o hotel.
Despedimo-nos, pois estava num quarto com meus pais e ela em outro.
fui dormir, porque dia seguinte iríamos voltar cedo.
Por volta da meia noite, me levantei, pois ainda sentia dores estomacais, "acho que foi a carne" pensei.
Fui até o banheiro para tentar me aliviar. Sentei no vaso e esperei.
Mas foi aí que me dei mal. Depois de fazer muita força comecei a ficar tonto zonzo, tentei levantar e tudo ficou escuro. Desmaiei. Tombei para o lado.
Com o barulho alto no meio da noite, meu pai e irmão correram para o banheiro e ambos gritavam pelo corredor.
"Ele desmaiou"!
"Ele desmaiou"!
Eu estava pelado.
Meu pai tentou me levantar e levar-me para o quarto, porém como eu estava desmaiado e fraco, e sem nenhum controle muscular, meu esfíncter afrouxou e então que a merda começou a sair. Me caguei todo. Enquanto meu pai me puxava, a merda o sujava também.
Eu desmaiado e defecando entre minhas pernas e sujando todo o azulejo.
- Caralho pisei na merda!!! - Meu irmão gritou.
- Vai, puxa ele - Meu pai gritava ao me arrastar pelo corredor. - Vai, puxa!
Minha mãe gritava. - "Levanta ele!" "LEVANTA ELE!!"
-Porra, meu pé tá cheio de merda!! - Meu irmão continuava a gritar.
-Vá, pegue o roupão dele, rápido!! - Meu pai gritou.
-Tá...mas tá cheio de merda! - meu irmão retrucou.
-Pegue-o assim mesmo, rápido!!
Minutos depois acordei. Estava deitado na cama vestindo meu roupão. Não me lembro de como fui parar ali. Levantei um pouco a cabeça para entender, pois todos estavam acordados.
O cheiro de merda estava por toda parte, e eu não fazia a menor ideia do que estava acontecendo.
Pisquei algumas vezes e vi meu pai correndo pela casa de um lado a outro. Minha mãe passava um pano no chão com auxílio de um rodo, e meu irmão, gritava lá do banheiro.
"Ahhh, o cheiro não tá saindo, cassete!"
Voltei a dormir.
Dia seguinte, me contaram em detalhes o que havia acontecido.
Voltamos todos para casa.
Alguns com memórias desastrosas, e eu, no entanto, feliz e sem dores estomacais.
**Nota do autor
Uma boa história de humor para quem o ler, mas algo terrivelmente desastroso para quem o viveu.
Por motivos óbvios e contra a imoralidade alheia, o autor, escolheu por preservar a identidade da pessoa e zelar por sua desonrada situação que veio a passar.

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