quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dona Maria, Espectadora Do Meu Copular





















Para Bee

Meu Chevelle '71 estava em primeira marcha. Eu o conduzia bem devagar pela rua semi iluminada para encontrar a casa da Beth. Casa amarela com o vaso de violetas na janela da frente.
Já passava das onze da noite de uma quinta feira. Dia seguinte seria um feriado, mas não sei de qual. Não me apego mais a essas coisas fúteis. Já sou um desocupado por opção. Você caro leitor, que lê este conto, você sim, deve se ocupar com feriados prolongados.
Ainda estava em primeira marcha, quando acendi a luz no teto do carro para conseguir ler o endereço no papel minúsculo que peguei do bolso da camisa. Comecei a comparar os números das casas.
98....não....115...humm, não.....123....também não....145....opa, achei!
Estacionei bem na frente da casa amarela com um vaso de violetas decorando a janela frontal. Do jeitinho que ela havia tido ao telefone.
Coloquei em ponto morto, desliguei o carro e pulei fora. O cinto de segurança veio junto.
Levantei, dei aquela esticada com os braços para cima, (como Rocky Balboa), só havia eu naquela rua semi iluminada.
Como estava um bocado frio, ao expirar, fumacinhas saiam de minha boca.
Joguei o cinto de volta, ele bateu no painel, tirou uma lasca. "Merda", eu disse.
Bati a porta e acionei o alarme.
Caminhando até a porta principal, tirei um drops de menta do bolso da calça e masquei. A fumacinha continuava a sair.
Em frente à sua casa, levantei um pouco as calças, pus os cabelos pra trás e toquei a campainha.
Segundos depois, Beth aparecia com seu vestido preto e seu decote em V com tudo aquilo saltando pra fora.
-Nossa Senhora!! você está espetacular mulher!! - disse ao  olhar de cima a baixo.
Beth pegou minha mão, me puxou ferozmente pra dentro de casa, quase não consigo mas fechei a porta com calcanhar.
Ela estava sedenta de prazer.
-Hummm...Hummm, vai com calma nenêm! - eu disse entre um beijo e outro.
Me beijava de todas as formas. Me puxava, me beliscava. Senti uma arranhada nas costas mas dei de ombros. Fomos de encontro ao sofá da sala.
Caímos no sofá de um jeito peculiar. Fiquei por cima.
Eu a beijava loucamente, seu pescoço cheirava rosas. Por toda parte, eu a pegava com vontade. Ela suspirava e ria ao mesmo tempo. Beth era espetacular.
Beth segurou meu colarinho, se distanciou do meu beijo, e sem hesitar, com o batom todo borrado nos lábios disse:
-Vamos AGORA para o quarto!
Claro! - disse.
Ela se levantou e se dirigiu até o segundo andar. No meio da escada ela parou e disse:
-Jô, pegue um vinhozinho para nós, enquanto subo para o quarto e te faço uma surpresa, ok?
Afirmei com a cabeça e fui até a cozinha.
Encima da mesa, havia uma garrafa de vinho tinto com duas taças.
Beth já deixara tudo pronto. Sempre me surpreendia.
Subi, fui até o quarto. Beth ainda estava no banheiro.
Abri o vinho com o abridor e servi as duas taças.
Enquanto isso, comecei desabotoar a minha camisa, tirei o cinto das calça, sentei na cama, tirei os cadarços dos sapatos. Só estava de cuecas e meias.
Me servi com o vinho e sentei na cama a espera de Beth.
Beth estava realmente irresistível com aquele espartilho completo negro.
Seu cabelo castanho encaracolado impecável me fazia desejá-la mais e mais.
Matei o que restava no copo, dei uma arrotadinha de canto de boca, enquanto ela vinha como uma tigresa até mim.
Nos deitamos, e depois de dez minutos de preliminares, eu a coloquei de quatro.
Após algumas bombadas, puxadas de cabelo, puxões, pegadas envolventes, ela se entregou de vez e acabou se soltando na cama macia modelo kingsize.
Dei mais algumas bombadas e a virei.
Ela de frente para mim, fazia eu enlouquecer. Ver seu rosto chegando ao ápice.
Comecei a bombar e a bombar. Estávamos com um puta tesão. O quarto pegava fogo. Nossos corpos começavam a suar naquele quarto de pouca luz, o desejo só aumentava.
Tudo ocorria naquele quarto com algumas velas para iluminar nossa paixão.
Me afogava naqueles cabelos castanhos encaracolados de matar.
Sem perceber, ao lado da cama, no criado mudo, reparei que havia uma Virgem Maria em uma base de madeira.
Era de porcelana, resina, gesso, sei lá. Ela estava virada para mim. Me olhava, sem parar.
Aquelas mãos juntas ao meio do peito e aquele rosto....e que rosto.
Por um momento, pensei que a Virgem Maria não pudesse ver tais coisas, que seria pecaminoso de minha parte. Minha atitude seria reprovada por ser um mal cristão.
Com certeza me castigaria por essa minha vontade somente carnal de possuir Beth. Mas Beth era responsável de hastear qualquer bandeira, sem exceção. E naquele dia, EU fincava minha bandeira!
Enquanto bombava e Beth gemia sem parar, olhei nos olhos de Dona Maria no criado mudo.
Era como se seu rosto dissesse a mim, "vai lá garoto, manda ver".
Em outras vezes, quando pegava nos cabelos encaracolados de Beth, e mandava vê de ladinho, seu rosto dizia, "Mas como você é pervertido".
Seu rosto dizia muitas coisas de diversas formas diferentes. Era difícil entender a mensagem divina.
"Homem horrível. Porque fazes isto com a moça?" Ela também dizia esse sermão.
Em outras posições, mais audaciosas, ela parecia dizer, "moçinho danado você heim?"
Beth era católica, devido aos quadros e inúmeras imagens por toda casa.
Será que ela é fanática? - Eu me perguntava.
Eu sei que estou além dessas coisas pré-concebidas, principalmente religiosas.
De qualquer forma, comecei a me incomodar com aquela situação entre a Dona Maria e eu.
Beth nem imaginava sobre nosso "estranhamento". Ela continuava a gemer e a enlouquecer. Seus cabelos encaracolados estavam me fazendo pirar, jogava seu cabelo de lá pra cá.
Eu estava enlouquecido e com toda aquela vontade.
Dona Maria, me observava sem parar.
Tentei por um momento fechar os olhos para não ter essa visão da Dona Maria, mas sem cogitação, Beth era escultural demais.
Sem aviso, puxei seus cabelos, ela veio até mim, e com seu rosto irresistível de desejo eu não hesitei.
-Vamos mudar de posição, benzinho-? - Perguntei lhe mordendo a orelhinha.
Beth virou-se e de joelhos mostrou-me toda aquela exuberância. Permaneci alguns instantes imóvel contemplando tal imagem. Mas logo, voltei a mim e com ferocidade coloquei pra dentro.
Fiquei por cima. Senti o calor, estava molhadinha.
Indo e vindo, pude ver toda aquela fartura bem na frente.
Sem ela perceber, peguei minha cueca que estava por ai e joguei encima da Dona Maria, além claro, de virá-la para a parede.
Não sei, se fiz certo ou não.
Minha querida vózinha sempre me ensinou a ter muito respeito pela Dona Maria e as imagens santas. Eu de certa forma, sempre temi aquela mulher imóvel no topo da estante.
Mas Beth estava lá, de costas pra mim, usando somente um arquinho de coelhinha e com toda aquela abundância disponível e eu só de meias. O que mais eu poderia fazer? O que você faria?
-
Logo depois da transa, Beth, com seus cabelos castanhos encaracolados foi ao banheiro tomar uma ducha.
-Já volto, Jô!
-Tudo bem, honey. - eu disse.
Ainda na cama, coberto pelo lençol, liguei a tv e troquei alguns canais. Olhei pro lado, e Dona Maria ainda estava com a cara pra parede e com aquele véu gigante na cabeça.
Voltei para tv e ri sem razão.
Aquela cueca era do dia e cheirava amaciante de roupas. Eu sabia o valor de toda aquela imagem. Eu jamais colocaria uma cueca de dias. Acredite, é sério.
Antes de Beth voltar pra cama, tirei rapidamente a cueca de cima de Dona Maria e a coloquei de frente.
Beth veio até mim com pulinhos de frio. Bati algumas vezes na cama pedindo que deitasse ao meu lado.
Na tv, passava um filme de ação, parecia ser bom...

2 comentários:

  1. Fodástico esse conto..

    Mininel, me surpreendendo cada vez mais!

    Parabéns!

    Léo

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  2. Nem para virar a cara da santa para a parede em....kkkkkkkk

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