quarta-feira, 29 de junho de 2016

Rogério, Entre Uma Tocada e Outra, Uma Perguntinha


"Tenho um amigo que não posso expor seu nome, por motivos de vergonha alheia,
então o chamarei de Rogério."














Eu devia ter uns vinte e cinco anos. Rogério estava comigo. Amigo de longa data.
Resolvemos ir ao cabaré da cidade e nos sentir mais homens. O engraçado é que Rogério nunca tinha ido a um desses. Não conhecia essa vida barata.
Chegando lá, fitei uma loirinha gatinha, belos melões, um quadril estruturado, uma boquinha com traços sensuais.
-Cara, eu preciso me embebedar! - disse Rogério.
-Por que, cara? - Perguntei.
-Veja essas minas? Uma pior que outra. Uma da terrinha, outra com 120 quilos e uma grávida com vestidinho justo cor verde-água.
-Éhh cara, tá uma merda esse lugar!
-Vamos lá fazer o que viemos aqui pra fazer.
-Tudo bem, vamos lá.
Sentamos e pedimos uma gelada.
Havia duas loiras do nosso lado, conversavam entre si mas estavam de costas para nós.
Hesitamos por alguns minutos, até que uma das loiras, a mais peituda veio até nós e disse:
-Oi meninos. Sou a morango.
-Oi Morango. - eu disse.
Olá, tudo bem? - Rogério disse.
Rogério mais que depressa agarrou o quadril da loira com os belos melões e começou a conversar.
Eu fiquei ali, entre um casal a prestes a dar umazinha e as únicas três acompanhantes que estavam naquele beco. A acompanhante grávida com o vestidinho justinho verde-água, a gorda de 120kg e uma loirinha, toda jeitosinha, com a boquinha com traços sensuais.
Morango veio até mim e perguntou.
-Qual você se interessou, hein gato?
Eu, como não tinha muita escolha,  resolvi apontar para a loira. "ela, eu quero ela".
Ahh, ela é minha irmã! - Morango disse.
Morango mais que depressa chamou a loirinha, pelo nome de Shirley.
A loirinha, chamada Shirley veio até nós, Morango nos apresentou e conversamos por um bom tempo.
Após um tempo de papo furado, resolvemos subir. E lá foi, o que aconteceu!!
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Meia hora depois, ao descer, encontrei Rogério já na porta, com a blusa na mão e olhando para o relógio.
Fitei com estranheza pois parecia q ele estava com presa, me despedi da loirinha, e fui de encontro à ele.
-Vamô caraiu? - Ele perguntou.
-Vamos nessa. - Respondi prontamente.
Ao sair do cabaré, o ponto de ônibus que fica em frente, estava totalmente cheio. Olhares desaprovadores nos fitavam por todos os lados.
Eu não estava nem aí. Saia rindo por cima. Já Rogério, estava com o cú na mão, de alguém conhecido como a própria mãe, o reconhecer naquela situação, pervertida.
Ao cruzarmos a esquina, perguntei a Rogério como tinha sido "a primeira vez".
-Cara, foi estranho:
"Eu já estava no quarto com ela.
O ventilador faltava uma haste. O reboco estava quebrado. A tevê não ligava, não havia janela, havia goteira no teto no canto da porta.
Nos despimos, e me deitei. Eu lá deitado para conseguir ter um pouco de satisfação dentre aquela adversidade toda, Morango enquanto batia umazinha, me perguntava absurdos como: Que carro eu tinha...que filme eu mais gostava....onde eu trabalhava...
"Tenho um Gol benzinho"... mas eu não entendia aquela situação.
Em determinado momento da punhetinha, deu-me um pico de prazer, que com certeza chegaria ao ápice logo, se a Morango mandasse ver, mas não! NÃO!!!
Na hora em que meus olhinhos estavam fechados e um sorriso fácil saia do meu rosto, Morango me perguntou "com quantos anos eu tinha perdido a virgindade", Um súbito de inquietação tomou conta de mim. Mais que depressa, assumi o controle da situação, empurrando sua cabeça pra cima e para baixo, dizendo: "isso, assim benzinho...tô quase lá baby, quase".
E foi assim que gozei.
- Caramba Roger, a Morango não parava de falar, então?
- Sim, isso é normal? - Roger perguntou indeciso.
- NÃO. - Foi uma só? O da punhetinha?
-Sim, o resto do tempo ela só falou.
-Acho que ela te gambelou!
- Da próxima vez, enquanto estivermos no Hall, vou conversar e deixar ela fazer qualquer porra de pergunta que quiser, pra quê na hora H não acabe com a minha festa. Paguei caro pra essa merda, caraí. - Rogério dizia enquanto descíamos a rua principal...


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