quinta-feira, 19 de maio de 2016

O Espirro
















Já passava das onze e meia da manhã e o tempo estava nublado. Não havia nada na geladeira e nem na dispensa. Estava com fome.
Resolvi ir ao mercado comprar algumas coisas. Cerveja, bacon, vinho, etc.
Já retornando pra casa, segurava duas sacolas em cada mão.
Quando deu vontade de espirrar, levantei a sobrancelha e espirrei no contra vento, banhando uma
senhora que vinha atrás de mim.
Foi constrangedor vê-la limpando o próprio braço olhando para mim com asco.
-Desculpe-me senhora. - Eu disse. Ainda fungando o nariz.

Depois de duas quadras, senti necessidade novamente, mas dessa vez fui ligeiro. Olhei para os lados para averiguar se havia pessoas em volta.
Então espirrei no peito protegido pela braço esquerdo, só que a gripe já havia me pegado. Um fio pegajoso, flexível e verde começava a ir e vir sendo preso pelo meu nariz.
Além de uma mancha de catarro verde que brilhava em minha camiseta preta.

Vizinhos, porteiro, amigos do elevador, todos haviam constatado que eu estava com uma duma bela gripe...



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