quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Epifania da Minha Existência




A Revista "Good Feeling", havia me contatado alguns dias atrás para escrever uma matéria sobre a vida das pessoas. Os bons pensamentos, a boa saúde, sua rotina, como elas vivem, etc... pensei que fosse algo quase divino.
Bem, aceitei o trabalho e comecei a escrever.
Era uma quinta feira, umas três da tarde. Estava sozinho em casa.
Peguei uma gelada e fui pra sala escrever.
A paisagem do quadro Noite Estrelada do pintor Van Gogh, ou o Pescador de Tarsila do Amaral ou qualquer um do Reint Withaar, refletia em uma....NÃO. Nada refletia.
Comecei a escrever e a escrever.
Como perdemos tempo com bobagens.
Como perdemos tempo com amores não correspondidos.
Como perdemos chances de mudar de vida.
Como não nos livramos daquilo quens fazem mal.
Como não aprendemos quando ainda temos tempo.
E continuei a escrever.
Revisei o texto e percebi uma coisa.
Como o ser humano desperdiça sua vida e não aproveita o que lhe é dado em tempo hábil.
É como um balde cheio dágua que fica a gotejar sem parar, e o visse cada gota cair ao chão sem se preocupar, simplesmente rindo.
O seu tempo está a encolher cada dia mais e você continua a observar sem nada fazer.
Nessa hora, tive uma epifania da minha existência.
Ao entrelaçar os dedos atrás da nuca e se espreguiçar na poltrona para finalizar o texto, vi meu teto. O observei e com tudo aquilo que acabara de escrever pude finalizar o texto.
O mesmo teto com toda a pintura descascada a ponto de começar a desmoronar devido as goteiras criadas pelas fendas de um cano estourado que não dei a mínima de arrumar.

''Somos criaturas frágeis, choronas e mau-educadas, esperando nos darmos bem, somente nós.''
Mas essa última frase não enviei à revista. Ficou somente para mim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário