Estava na sala escrevendo mais um conto para uma revista.
Ouvi um barulho de molho de chaves que logo fisgou minha atenção. Pelo horário era Thiffany. Fiquei olhando para a porta.
Era ela mesma, com as compras em uma mão e uma coisa estranha na outra.
Veio correndo em minha direção.
- Amor...Amor...veja isso.
Era um cachorro desesperado. Arregalei os olhos quando ele pulou pra cima de mim. Levei um puta susto.
-O que é isso, Thiffany? - Perguntava enquanto esquivava das lambidas daquele vira lata.
-O nome dele é Boris, Jô. É da minha mãe. Deixou comigo enquanto ela foi ao mercado. - Thiffany dizia enquanto o pegava do meu colo.
O cachorro a lambia, abanava o rabo com total fervor e tudo o mais.
-Sua mãe? - Ela sempre arranja um jeito de me irritar. - Pensei.
O telefone tocou.
Thiffany atendeu mas o Boris não parava de jeito nenhum.
-Jô... é a mamãe no telefone, segura o Boris pra mim, por favor.
Era tarde demais.
O tal de Boris, aquela bola de pêlo já estava em meu colo, com toda aquela alegria sem razão, todo aquele fervor, mas o soltei logo em seguida.
Ele estava em minha frente. Me olhava sem piscar. Eu em pé sem saber o que fazer, resolvi voltar ao conto.
10 minutos depois
-Jô, advinha? Mamãe terá de viajar para a casa da minha tia, voltará só amanhã a noite.
O Boris vai ficar aqui. Ebaaa!!!
-Aqui? Ah, honey! Olhe para ele. Está mordendo meus sapatos. Olha aí. Destruindo a casa. Leve-o daqui vai.
-Ah, benzinho não faça isso. Ele é tão bonzinho. Olha como ele é lindo. -Thiffany o balançava no colo. - Mas honey...
- Além disso, preciso dormir.
Preciso trabalhar amanhã. Você sabe disso. Cuide dele.
-Thiffany, eu acho...
-Obrigado, Jô. Sabia que você me entenderia.
Me deu um beijo de boa noite e foi correndo com pulinhos até o quarto. A porta se fechou.
Ali, percebi que só era eu e o .... "como é seu nome mesmo, seu saco de pulga"? Perguntava apontando pra ele. Boris me observava sem entender nada.
Resolvi chamá-lo de Cheroso.
Fiquei o segurando no colo por alguns segundos.
-Hooooney?
Ela não abriu a porta.
30 minutos depois
O cachorro não parava quieto. Não conseguia terminar meu conto e nem fazer nada. Já passava da meia noite. Eu comecei a ficar puto da vida. Puta que pariu....onde desliga esse cachorro. Que merda!
Como era o cachorro daquela rampera, e precisava trabalhar arrumei um jeito.
Abri uma garrafa de Jack Daniels, coloquei o bocal perto da boca do cheroso, e ele lambeu e lambeu...
7 minutos depois
O Cheroso parecia um anjo. Dormia largado no tapete.
Graças à *Kentucky, pude terminar a porra do conto para a revista...
*Whisky Jack Daniels produzido em Kentucky, USA
-Thiffany, eu acho...
-Obrigado, Jô. Sabia que você me entenderia.
Me deu um beijo de boa noite e foi correndo com pulinhos até o quarto. A porta se fechou.
Ali, percebi que só era eu e o .... "como é seu nome mesmo, seu saco de pulga"? Perguntava apontando pra ele. Boris me observava sem entender nada.
Resolvi chamá-lo de Cheroso.
Fiquei o segurando no colo por alguns segundos.
-Hooooney?
Ela não abriu a porta.
30 minutos depois
O cachorro não parava quieto. Não conseguia terminar meu conto e nem fazer nada. Já passava da meia noite. Eu comecei a ficar puto da vida. Puta que pariu....onde desliga esse cachorro. Que merda!
Como era o cachorro daquela rampera, e precisava trabalhar arrumei um jeito.
Abri uma garrafa de Jack Daniels, coloquei o bocal perto da boca do cheroso, e ele lambeu e lambeu...
7 minutos depois
O Cheroso parecia um anjo. Dormia largado no tapete.
Graças à *Kentucky, pude terminar a porra do conto para a revista...
*Whisky Jack Daniels produzido em Kentucky, USA

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