terça-feira, 14 de agosto de 2012

Um Drink Caro pra Cassete











Eu estava na balada com alguns amigos. Comecei a curtir a festa, grande festa.
Havia ínumeras possibilidades de todas as formas possíveis de satisfazer as minhas necessidades e prazeres. Muitas garotas estavam no recinto.
"Foi-se o tempo das vacas magras", pensei. E ali estava a prova.
Alguns amigos foram dançar, outros, tentar a sorte com as garotas.
Sentei no balcão e pedi um drink. O garçom foi eficiente em seu atendimento. Pedi um "on the rocks".
Virei o banquinho do balcão de frente para o salão e comecei a ver todo aquele pessoal.
Do lado direito, perto do pilar havia uma garota que ganhou meu coração. Ela estava com um grupo de pessoas. Uma garota linda, morena, corpo escultural. Usava calça jeans azul clara apertada, com grandes saltos, marquinha do biquini estava à vista, lindos e fogosos cabelos cumpridos negros. Blusinha de oncinha dava aquele destaque de "menina selvagem". Ela estava excitada, dava para perceber através da blusa. Dava risada com vontade em meio ao grupo, com gosto. Ela me fitava algumas vezes. Ela era linda, até pensei, "Pow, hoje eu me dou bem".
A próxima música teve início, comecei a chegar perto dela.
Começamos a conversar e a conversar.
Muito simpática, além de uma garota linda.
Não hesitei e perguntei:

Bem que a gente podia fazer alguma coisa depois de sair daqui, né?
-Ahhh....não sei. (pausa). Ei, me paga um drink?
Um drink naquele lugar, era um salto quântico no quesito "assalto do meu dinheiro".
Eu disse não.
-Ah, então não quero mais conversar. - ela disse.
e virou a cara para mim.
Me assustei pela atitude dela. Dei um passo pra trás e ao olhá-la de lado disse:
-Você parece puta!!
Bem, depois dessa minha afirmação, nem preciso dizer que ela me chamou de inúmeros nomes pesados, que nem mesmo eu, havia imaginado que existiam.
Depois de xingar minha mãe e todo o resto, ela se levantou e foi para a multidão bem no meio do salão.
Fiquei com o copo na mão. Sem hesitar, chamei o garçom e pedi mais um copo.
Pensei no que havia dito, olhei em volta e resolvi ir até ela.
Pedi minhas mais singelas desculpas, dizendo que havia me descontrolado, uma forma momentânea de descontrole emocional.
Ela concordou com sua explícita cara de bunda. Sorri e voltei a sentar no balcão.
Olhei para o relógio e pensei:
-Tem muita noite pela frente. O copo continuava cheio.

Para Rufus

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