sexta-feira, 2 de março de 2012

Mato Queimado











Já fazia umas horinhas que escrevia um novo conto para a editora Bereda. Estava do lado da janela observando o movimento da rua. Do quarto andar, lá de cima, via coisas bizarras que aconteciam em plena oito da noite.
Depois de um gole, criei um parágrafo. Dei uma mijada, criei outro. Tudo estava fluindo, o enredo começava a se desenvolver.
Até pensei em dar uma cagada para ter um desfecho daqueles, mas só continuei nos goles.
Apoiei minha mão em minha testa, abaixei a cabeça e fechei os olhos, numa tentativa de ser abençoado pelo santo divino a me dar uma idéia daquelas. Faltava alguns parágrafos.
Ouvi o barulho de chaves na porta. Thiffany chegara com uma amiga.
-Oi, Amor! -Thiffany disse jogando a bolsa no sofá.
-Oi, benzinho! -Respondi.
Sua amiga disse oi. Respondi acenando com a cabeça.
Sua amiga tinha belos mamilos, eram grandes mas meio caidos. Ela usava um decote em V.
Isso me ajudou a criar mais um parágrafo.
As duas estavam na pia da cozinha fazendo alguma coisa. Quando percebi, preparavam um baseado.
Eu sempre fui contra a baseados. Essa merda me dá dor de cabeça e não consigo ter ereções. Nada de bom me acontece quando experimento essa merda.
A garota do peito caído era habilidosa. Fiquei abismado como colocava a erva na palma da mão e com os dedos polegar e indicador debulhava o mato até ficar bem fininha. Moeu e salpicou na seda.
Mãos agéis. Até imaginei o que ela faria com aquelas mãos.
Criei mais um parágrafo.
Enrolou o baseado, deu-lhe umas boas lambidas para colar...chupou umas duas vezes, e, acendeu.
Sugou, sugou e sugou....prendeu até ficar roxa.
Passou pra Thiffany que fez o que tinha de fazer.
Thiffany me entregou, dei um tapinha de leve, já estava bêbado pra cassete.
Entreguei o baseado para a peituda do decote em V. A peituda do decote em V,  deu outra sugada de retrair a barriga, passou para Thiffany.
Thiffany novamente sugou.
-Honey, para você. -Thiffany disse ao me passar o baseadinho.
-Não, benzinho. Não quero. - Eu disse.
Ela insistiu mais umas três vezes. Depois de três "nãos" e um "que diabos"  meus, ela parou.
Foi à cozinha com a peituda do decote em V preparar uns drinks.
Eu avisei que não seria uma boa, que ela passaria mal. Thiffany deu de ombros.
Resolvi dormir.
No meio da noite, levantei para urinar. Fui ao banheiro e encontrei Thiffany gorfando no bidê.
-Honey, o que houve? -Perguntei.
No intervalo dos vômitos, ela respondia.
-Ai...amor...misturei erva com álcool. -Ela dizia quase agonizando em seu vômito.
-Ahh, ok. Bem, eu avisei.
Desejei uma boa noite e voltei pra cama.
Ao me ajeitar, tive uma idéia para mais um parágrafo e finalizar meu conto.
Seu título seria "Melões Estragados Desarranjam Meu Intestino".

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